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MÁRIO SOARES...AINDA UM MITO?

por O Fiscal, em 19.11.13

JÁ MUITO TENHO OPINADO SOBRE " MÁRIO SOARES " DE OUTRORA E DE AGORA...ELE E OS MÉDIA CONTINUAM A SURPREENDER-NOS...NA MINHA OPINIÃO...NOS ÚLTIMOS TEMPOS COM AUTÊNTICASDIRIA " BABOSEIRAS! "...VEJA-SE A ÚLTIMA:

http://www.noticiasaominuto.com/politica/133034/demitam-se-enquanto-e-tempo-antes-que-lhes-aconteca-o-pior#.UoutbuIau_I

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Soares "Demitam-se enquanto é tempo. Antes que lhes aconteça o pior"
O antigo Presidente da República, Mário Soares, deixa, no artigo de opinião que assina esta terça-feira no Diário de Notícias, um conjunto de recados ao Executivo de Pedro de Passos Coelho e ao Presidente da República, Cavaco Silva. Tendo como objectivo evitar a “violência que aí vem”, o histórico socialista aconselha: “Demitam-se, pois, enquanto é tempo: Presidente e Governo. Antes que lhes aconteça o pior”.
Política
Demitam-se enquanto é tempo. Antes que lhes aconteça o pior
DR

Dando continuidade a uma linha de raciocínio que há muito vem a defender, o antigo chefe de Estado, Mário Soares, reitera, no artigo de opinião que assina hoje no Diário de Notícias, que, “ao contrário do que diz a propaganda do Governo, Portugal está paralisado, sem rumo, sem ética e é cada vez mais um protectorado da troika”.

E o histórico socialista vai mais longe ao afirmar que o País “está a caminhar para uma espécie de ditadura”, considerando que a subserviência do Executivo face aos credores internacionais, conduzirá a população “à miséria, ao desemprego, ao suicídio, à criminalidade e à emigração”.

Posto isto, justifica Soares, “quando digo que este Governo está moribundo (…) entenda-se que não o faço por razões político-ideológicas ou político-sociais. É tão-só para evitar, enquanto é tempo, a violência que vem aí”.

É neste sentido que “falo alto e bom som e digo a verdade aos portugueses”, explica Soares, deixando o recado: “Demitam-se, pois, enquanto é tempo: Presidente e Governo. Antes que lhes aconteça o pior”.

Dirigindo-se em particular a Cavaco Silva, o antigo Presidente da República insiste: “Faça o que deve, demita-se enquanto pode ir para casa sossegado. Só lhe faltam dois anos. Não arrisque deixar desencadear a violência. É o pior que nos pode acontecer”

 

 

SOBRE O QUE VEM DIZENDO E ESCREVENDO ULTIMAMENTE O SR. MÁRIO SOARES DEIXARIA AQUI UMA OPINIÃO QUE SUBSCREVO NA ÍNTEGRA(ALIÁS EM MUITO NA LINHA DO QUE TENHO MANIFESTADO) MAS QUE NÃO CONSEGUIRIA EXPLANAR DE MODO TÃO CONCISO:

http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=92734&opiniao=Pol%EDtica%20a%20S%E9rio

Um mito em desconstrução
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18 de Novembro, 2013por José António Saraiva

Tinha decidido não voltar a escrever sobre Mário Soares, porque este deixou de fazer parte do mundo da política para integrar outra realidade, outro mundo, outra galeria de personagens.

Não faz hoje qualquer sentido comentar ‘politicamente’ as afirmações do fundador do PS. Mas existe um problema de outra natureza: Mário Soares está a destruir dia após dia a imagem respeitável que construiu ao longo de décadas. 

Todas as vezes que abre hoje a boca retira mais uma pedra da sua estátua imaginária. Vai pondo a nu os defeitos que antes conseguia esconder – e lança dúvidas sobre algumas qualidades que se lhe reconheciam.

Soares nunca foi um ideólogo, nem um pensador, nem um modelo de virtudes, nem um poço de cultura, nem sequer um estadista. Soares sempre foi um hábil ‘manejador da política’, pouco preocupado com a coerência, implacável com todos os que se lhe atravessaram na frente, egocêntrico em alto grau Colocou-se sempre a si próprio à frente de tudo – da família, do partido e mesmo do país. 

Mas a habilidade com que manejava a política foi escondendo as características negativas e valorizando as virtudes. Encontrei muita gente, tanto à esquerda como à direita, que olhava para Mário Soares com uma veneração quase religiosa. Ora, esta sua involução acelerada está a pôr tudo em causa.  Há quem diga que isso tem pouca importância, porque aquilo que de bom Soares fez está feito, a obra está lá – e o que ele diz agora é irrelevante. É fácil ver como isto não é verdade.

O processo começou em 1999, quando Mário Soares se candidatou imponderadamente à presidência do Parlamento Europeu e foi derrotado por Nicole Fontaine. Soares tinha algum prestígio na Europa – e esse passo em falso levou-o a perder um pouco da aura que criara (até pela sua reacção à derrota, dizendo que a mulher que o venceu deveria era estar em casa de avental). 

 Depois foi a recandidatura, também insensata, à Presidência da República Portuguesa, em 2005.   Soares tinha saído de Belém venerado pelos portugueses quase como um Rei – e este novo passo em falso, agravado pelo facto de nem sequer ter conseguido ficar em 2.º lugar, retirou-lhe algo do que ganhara na passagem pela Presidência.  Outra coroa de louros de Soares tinha que ver com o modo como evitara a bancarrota em 1983, quando era primeiro-ministro, impondo (com a ajuda de Ernâni Lopes) uma corajosa política de austeridade.  

 Ora, as violentas críticas que agora faz à austeridade ofuscam de certo modo esse seu feito, lançando legítimas dúvidas sobre a convicção com que agiu naquela época. 

Mas a história não acaba aqui.  A imagem de marca que Soares construiu no período escaldante do pós-25 de Abril foi  a de um político pragmático e moderado, que não embarca em aventuras e não se deixa tentar pelas ilusões revolucionárias, muito em voga nos meios intelectuais daquela época. 

 Ora, a linguagem radical e descabelada que agora utiliza, e a participação em manifestações frentistas de braço dado com o PCP e o Bloco de Esquerda, está a apagar essa imagem moderada. Finalmente, em 1975, quando o PCP dominava a rua e promovia sucessivas manifestações para assustar e condicionar o Governo, Soares insurgiu-se contra o ‘poder popular’, afirmando o primado do voto nas urnas sobre as acções de rua, e bateu-se pela realização de eleições.  Ora, hoje afirma que o actual Governo, saído do voto, é «ilegítimo» – e valoriza sobretudo os desfiles nas ruas e as manifestações anárquicas de descontentamento. 

Pedra atrás de pedra, Mário Soares vai desconstruindo a estátua que ergueu dentro da cabeça de muitos portugueses. Nessa tarefa de destruição sistemática colaboram jornalistas sem grandes escrúpulos que sabem que, quando lhe colocam um microfone à frente, Soares não resiste a falar e diz normalmente uma bojarda qualquer. 

E há directores de jornais que, na ausência de manchete para o dia seguinte, ligam a Soares sabendo que dali sairá qualquer coisa ‘chocante’ que ajudará a disfarçar a falta de notícias. Mas não é decente explorar assim as pessoas. O passado de Soares não merecia estes tratos de polé.

 

AFINAL DE CONTAS...TAMBÉM ME APETECE...ACONSELHAR AO SR. MÁRIO SOARES...QUE SE REFUGIE EM QUALQUER UMA DAS CASAS DE QUE É DONO DEIXANDO OS PORTUGUESES EM PAZ POIS QUE MESMO QUE VENHA AÍ QUALQUER VIOLÊNCIA TODO E QUALQUER DAQUELES SEUS REFÚGIOS TEM FORÇAS POLICIAIS EM PERMANÊNCIA QUE LHE ASSEGURAM VERDADEIRO SOSSEGO...!!!

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publicado às 18:15


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