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AGRAVAMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA?

por O Fiscal, em 21.10.13

 

 

http://www.publico.pt/economia/noticia/portugal-foi-o-pais-da-zona-euro-onde-a-divida-publica-mais-se-agravou-entre-2010-e-2012-1609829

 

Portugal foi o país da zona euro onde a dívida pública mais se agravou entre 2010 e 2012

Eurostat confirmou nesta segunda-feira dados das contas públicas portuguesas do ano passado.

Passos Coelho assumiu o cargo de primeiro-ministro em meados de 2011

 

  

Ao mesmo tempo que foi palco de algumas das mais pesadas medidas de austeridade aplicadas pela troika, Portugal foi o país da zona euro onde o rácio da dívida pública em percentagem do PIB mais se agravou entre o final de 2010 e 2012.

De acordo com os dados da segunda notificação do défice e da dívida publicados nesta segunda-feira pelo Eurostat, a dívida pública portuguesa passou de 94% do PIB em 2010 para 124,1% em 2011, um acréscimo de 30,1 pontos percentuais que supera os 26,2 pontos registados pela Irlanda, os 25,3 pontos de Chipre e os 24,3 pontos de Espanha. O único país da zona euro onde a dívida caiu durante este período foi a Alemanha.

Os números publicados esta segunda-feira pelo Eurostat confirmam, no caso de Portugal, os valores do défice público (6,4%) e da dívida pública (124,1%) que foram enviados para Bruxelas pelas autoridades portuguesas no final de Setembro. No total da zona euro, o défice público registado foi de 3,7% do PIB e a dívida de 90,6%.

Portugal foi, em 2012, o quarto país da zona euro com um défice público mais elevado (atrás de Espanha, Grécia e Irlanda) e o terceiro com maior dívida (apenas a Grécia e a Itália estão à frente).

A subida tão acentuada do rácio da dívida pública em Portugal está relacionada não só com a ocorrência de défices públicos elevados, mas também com a forte queda do PIB que se registou nos últimos anos.

A aplicação, com a chegada da troika (e mesmo no ano anterior), de pacotes orçamentais repletos de medidas de austeridade ocorreram em simultâneo com uma quebra acentuada da actividade económica que levou ainda a uma perda avultada de receita fiscal e a um agravamento de despesas sociais, como o subsídio de desemprego.

Em estudos recentes, o Fundo Monetário Internacional (um dos membros da troika) assinalou, em relatórios produzidos pelo seu departamento económico, que o impacto negativo da austeridade na economia foi nesta fase mais alto do que o inicialmente esperado, conduzindo a efeitos perversos mesmo ao nível da consolidação orçamental.

 

Comentários:

 

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Analisando estes dados...descuidadamente...poder-se-ia concluir que o grande descalabro ocorreu entre 2010-2012 ou mesmo até hoje...ora...penso que...embora estejamos perante um cenário grave...convinha não esquecer que a aproximação ao " precipício onde nos encontramos " se deu principal e perigosamente na transição do século em que á data o país tinha...um crescimento económico anual positivo á volta dos 3%...um défice orçamental de pouco mais de 3%...situando-se a dívida pública em percentagem do PIB na casa dos 60%...quando no final da década seguinte passou a ter respectivamente...crescimento negativo...défice na casa dos 10%...dívida da ordem dos 90 e tal %...mas mais...naquele período Portugal ainda era de certo modo uma república soberana coisa que não acontece desde abril/2011..!!

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publicado às 22:58


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