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PARA QUE LADO... PENDE... A RAZÃO?

por O Fiscal, em 30.08.15

É UM DEBATE INTERESSANTE, ESTE, DA "JUSTICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA " VERSUS DA " POLITIZAÇÃO DA JUSTIÇA ", MAS, NÃO SE TINHA IDO TÃO LONGE QUANTO ONTEM. VEJA-SE SÓ:

1 - http://www.publico.pt/politica/noticia/paulo-rangel-elogia-ataque-a-corrupcao-e-promiscuidade-1706336

Paulo Rangel elogia ataque à "corrupção e promiscuidade"

Eurodeputado do PSD diz que António Costa era o "presidente das taxas e taxinhas" e agora quer "ser o primeiro-ministro dos casos e casinhos".

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel elogiou este sábado o "ataque sério e consistente" feito nos últimos tempos à corrupção e "promiscuidade", criticando a forma como o líder socialista "faz graçolas" com "coisas demasiado sérias", como o caso BES.

"Foi durante este Governo, não é obra deste Governo, não é mérito deste Governo, mas foi durante este Governo que pela primeira vez em Portugal houve um ataque sério, profundo e consistente, à corrupção e à promiscuidade", afirmou Paulo Rangel, na última aula da Universidade de Verão do PSD, que termina domingo em Castelo de Vide.

Questionando se "alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação" ou "o maior banqueiro estaria sob investigação?", o eurodeputado ressalvou, contudo, que se tratou de "obra do poder judicial". Mas, acrescentou que "uma coisa é certa": "o ar democrático em Portugal hoje é mais respirável e nós somos um país mais decente"..............

2 - http://www.publico.pt/politica/noticia/ps-acusa-rangel-de-partidarizacao-da-justica-e-exige-clarificacao-de-passos-1706364

PS acusa Rangel de "partidarização da justiça" e exige clarificação de Passos

Francisco Assis considera declarações de eurodeputado do PSD de "extrema gravidade" e de pôr em causa a separação de poderes, prejudicando a democracia.

Paulo Rangel detonou a granada e Francisco Assis devolveu-a ao campo do adversário. O eurodeputado socialista exigiu este sábado à tarde uma "clarificação urgente" de Pedro Passos Coelho sobre a "operação clara de partidarização da justiça" que acusou o homólogo social-democrata de ter feito de manhã.

Na última 'aula' da Universidade de Verão do PSD, Paulo Rangel fez uma clara leitura política das investigações a José Sócrates e a Ricardo Espírito Santo: "Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação" ou que "o maior banqueiro estaria sob investigação?"

Francisco Assis convocou os jornalistas para, no Porto, reagir com firmeza: "É uma operação clara de partidarização da justiça, a partir do momento em que um alto dirigente político admite a intervenção política na justiça", e isso "é de uma gravidade extrema, pois põe em causa princípios fundamentais, desde logo o princípio da separação de poderes", considerou o eurodeputado do PS.

Por isso, e porque tais declarações foram feitas por "uma figura de referência do PSD" e "no âmbito de uma iniciativa partidária, a Universidade de Verão do PSD", Assis desafiou directamente Pedro Passos Coelho. "É preciso colocar a questão ao líder do partido, que tem de dizer se se reconhece ou não e e se se demarca ou não deste estilo de intervenção política" que, afirmou, "abre as portas às mais diversas teorias da conspiração, não só neste caso como em outros".

Francisco Assis não poupou nas palavras para qualificar a declaração de Paulo Rangel: "Esse jogo prejudica a nossa democracia", "polui o debate democrático´" e "impede a discussão dos problemas do país".

Em contraponto, fez questão de salientar o "respeito pela separação de poderes" que o PS e em particular o seu líder, António Costa, têm defendido. "O PS tem participado no debate eleitoral com grande elevação e, neste caso em particular, com grande respeito pela separação de poderes".

Passos não comenta casos
Mesmo antes da comunicação de Francisco Assis, Passos Coelho já tinha sido confrontado pelos jornalistas com as declarações de Paulo Rangel, mas sacudiu o seu impacto político e preferiu centrar-se no sistema de justiça.

"Espero que ele tenha razão e que as pessoas possam acumular uma percepção positiva sobre o nosso sistema de justiça", afirmou o primeiro-ministro, à margem de uma deslocação a Chaves

Mas assinalou o grau de perturbação que aquelas declarações podem trazer: "São tudo elementos que se perturbam com facilidade, pelo que eu não farei nenhum comentário sobre casos de justiça, mas sim sobre a afirmação de que há hoje uma percepção de que a justiça funciona melhor".

ONDE ESTARÁ A RAZÃO?.... PENSO QUE HÁ E NÃO HÁ DE AMBOS OS LADOS(PR e FA). PORQUÊ?...POR UM LADO PERCEBE-SE O SENTIDO DO PENSAMENTO DE PAULO RANGEL, SÓ QUE A FÓRMULA A QUE RECORREU PARA O EXPRIMIR NÃO FOI DE FACTO A MAIS FELIZ E AÍ RESIDE A SUA RAZÃO E FALTA DE RAZÃO(é que a justiça/versus política/ /versus justiça/enfim a separação de poderes/não sofreu nestes últimos anos grandes alterações/o que aconteceu é que ela justiça libertou-se enfim de certos seus "empecilhos!"e daí quiçá a percepção de um seu outro modus-operandi)... POR OUTRO LADO SE  A FRANCISCO ASSIS ASSISTE ALGUMA RAZÃO NA CRÍTICA A PAULO RANGEL PELO MODO COMO SE EXPRIMIU, A VERDADE, É QUE ASSIS PERDE-A AO DEFENDER QUE É DO LADO DO PS E ANTÓNIO COSTA QUE TEM HAVIDO UM PROCEDIMENTO(in-causa) EXEMPLAR NA MATÉRIA(é que tentar dar a entender que só agora/e per cause/ a justiça funciona, como o diz PR, é francamente um exagero lamentável, mas, "valha-nos Deus! sr. Assis", os portugueses lembram-se bem das últimas posições do PS e António Costa no respeitante á matéria subjacente/basta recordar dois simples exemplos: 1- "as cobras e lagartos!" que várias figuras de topo socialistas/directas e por indirectas conotadas/vomitaram! publicamente visando/p.ex./ a justiça! e o PM!);2 - e que dizer do proposto em termos de justiça no pré-programa eleitoral  PS/COSTA, sobre investigações a políticos, só retirado á última hora por força da blogosfera)... AFINAL DE CONTAS FOI PASSOS COELHO QUE ACABOU POR DECIFRAR DE MODO MAIS CONVENIENTE O EM CAUSA... DE FACTO " OS TEMPOS DA JUSTIÇA " HOJE PARECEM DIFERENTES, MAS É TALVEZ UMA PURA ILUSÃO MEDIÁTICA PROVOCADA AFINAL POR UM "NOVO AR!" POLÍTICO....

ADENDA - SEM QUERER TIRAR NEM POR, NADA, Á M/OPINIÃO RECTRO, DEIXO AQUI, TAMBÉM UMA OPINIÃO JORNALÍSTICA, DAQUELE QUE ACHO UM DOS OPINADORES DE TOPO DA NOSSA PRAÇA, SOBRE ESTA "TEMÁTICA!"(pois que a subscrevo na íntegra):

http://www.publico.pt/politica/noticia/no-pais-dos-sonsos-1706660?frm=opi

 

Opinião

No país dos sonsos

Paulo Rangel está cheio de razão: a partidarização da justiça existiu mesmo. E é uma pena, acrescento eu, se ela não vier a ser discutida na campanha eleitoral.

Paulo Rangel foi à Universidade de Verão do PSD proferir duas afirmações óbvias e uma provocação. Afirmação óbvia 1: “Não é obra deste Governo, não é mérito deste Governo, mas foi durante este Governo que pela primeira vez em Portugal houve um ataque sério, profundo e consistente à corrupção e à promiscuidade.” Afirmação óbvia 2: “O ar democrático em Portugal hoje é mais respirável e nós somos um país mais decente.” Provocação: “Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação?”

Não há dúvidas de que a provocação é uma joelhada eleitoralista, até porque se trata de uma declaração impossível de aferir. Universos paralelos só nos filmes da Marvel, e ninguém consegue adivinhar o que aconteceria a Sócrates se o governo fosse outro. No entanto, estando tudo o resto correcto, fazem pouco sentido as reacções ultrajadas das associações de magistratura e de socialistas como Francisco Assis, mas sobretudo de vários jornalistas e comentadores, unidos contra o terrível perigo da “partidarização da justiça” que seria, de facto, um terrível perigo… se ela não tivesse já sido vergonhosamente partidarizada.

É isso que me encanita. ”.Compreendo muito mal que um jornalista tão estimável quanto Ricardo Costa afirme no Expresso que as declarações de Paulo Rangel (que, aliás, as explicou excelentemente no PÚBLICO de terça-feira) são “muito pouco inteligentes”, “erradas” e “perigosas E isto porquê? Porque “um político experiente tem a obrigação de saber que a questão, depois de se levantar, tem perna longa e faz ricochete”. Ou seja, Ricardo Costa aconselha Rangel a estar caladinho porque um dia a justiça ainda vai bater à porta do PSD. E aí somos obrigados a perguntar: e então? E se for? O que é que um jornalista tem a ver com isso? Acaso a função dos jornalistas é proteger as costas dos partidos do sistema? Não será que a sua primeira obrigação é lutar por uma sociedade mais justa e transparente? Aquilo que me interessa saber nas declarações de Paulo Rangel não é se são incómodas para o statu quo ou se podem vir a tramar o PSD. É se são verdadeiras.

***

Ora, se alguém está em boa posição para responder a essa questão é o próprio Ricardo Costa, director do Expresso e um dos mais influentes jornalistas portugueses porque ele sofreu os anos socráticos na pele. É ou não verdade, caro Ricardo, que o ar em Portugal é hoje mais respirável do que nos tempos de José Sócrates? É ou não verdade que, por muitos defeitos que Pedro Passos Coelho tenha, ao menos ele não andou a enfiar o nariz nas redacções e a berrar com jornalistas? É ou não verdade que a relação com a comunicação social nada tem a ver com a época 2005-2011? É ou não verdade, para citar o actual primeiro-ministro, que “há hoje uma percepção de que a justiça funciona melhor”?

Que os juízes não o possam admitir, eu até percebo. Mas nós, jornalistas, deveríamos reconhecer o óbvio o ar está mesmo mais respirável , em vez de andarmos a brincar às equidistâncias, que servem apenas para pôr em prática a velha não-inscrição de José Gil: fingimos que os acontecimentos nunca aconteceram para continuarmos a disfarçar as nossas profundas falhas políticas, sociais e de cidadania. Em vez de assumirmos os erros, optamos pelo silêncio. E, no entanto, Paulo Rangel está cheio de razão: a partidarização da justiça existiu mesmo. E é uma pena, acrescento eu, se ela não vier a ser discutida na campanha eleitoral.

Jornalista (jmtavares@outlook.com)

2ª ADENDA - POR UMA QUESTÃO DE LÓGICA DEIXO AQUI A POSSIBILIDADE DE SE ANALISAR A RESPOSTA DE RICARDO COSTA A JOÃO MIGUEL TAVARES, DADO QUE REPRESENTA A OPINIÃO DE UM OUTRO EXCELENTE OPINADOR/JORNALISTA TAMBÉM A PROPÓSITO DA "TEMÁTICA" EM CAUSA, NÃO SEM DEIXAR DE ASSINALAR QUE, COMPREENDO A POSIÇÃO DE RC(que no essencial concorda com JMT só quiçá um pouco mais condicionado?):

http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/03-09-2015/caderno-1/opiniao/ricardo-costa--altos--baixos

 

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publicado às 15:54


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