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http://www.publico.pt/politica/noticia/estado-contrata-contabilista-da-tecnoforma-para-gerir-creditos-do-bpn-1695341

Estado contrata contabilista da Tecnoforma para gerir créditos do BPN

Francisco Banha era o responsável pelas finanças da Tecnoforma quando Passos Coelho e Francisco Nogueira Leite geriram aquela empresa. O último é agora o presidente da Parvalorem, e contratou os serviços de Banha para a empresa que concentra o crédito malparado do antigo BPN.

Parvalorem gere directamente dois mil milhões de euros de dívidas deixadas ao BPN por alguns clientes

Francisco Banha diz que tem uma missão: fazer a “evangelização do empreendedorismo”. Pedro Passos Coelho recordou-o, numa entrevista ao PÚBLICO, em 2012, como alguém “com muita experiência nas relações com o Estado”. Foi por isso, aliás, que foi contratado, por sugestão do seu amigo, e parceiro na gestão da Tecnoforma, Francisco Nogueira Leite, para fazer “em outsourcing” a “gestão financeira da empresa”. Isto foi em 2006 e 2007. Hoje, Pedro Passos Coelho é primeiro-ministro, Francisco Nogueira Leite foi nomeado pela ministra das Finanças para chefiar a parte do BPN que ficou sob alçada do Estado (a parte má, das dívidas de cobrança difícil). E Francisco Banha, através da sua empresa de contabilidade e consultoria, voltou a ser contratado, sem concurso.

A Parvalorem, que gere directamente dois mil milhões de euros (e indirectamente outro tanto) de dívidas deixadas ao BPN por alguns clientes – créditos de difícil cobrança, que não transitaram para o actual Banco BIC – contratou, em regime de “avença experimental”, a Gesbanha para prestar serviços à direcção de apoio à gestão e reporting. Neste momento, dois funcionários daquela consultora trabalham na sede da Parvalorem. Isto enquanto se processa um despedimento colectivo de 49 dos 226 funcionários da Parvalorem.

Francisco Nogueira Leite garante ao PÚBLICO que as duas situações não têm qualquer ligação. O despedimento colectivo, diz o gestor, visa corrigir “situações insustentáveis”, como a da presença nos quadros da Parvalorem do filho de Oliveira Costa, e abrangeu “pessoas sem funções atribuídas” e “quadros dirigentes e directores”. A Gesbanha foi contratada para “lidar com questões muito específicas” que não podiam ser resolvidas, segundo Nogueira Leite, por nenhum funcionário da casa. A avença, acrecenta, é pequena: “Dois mil e quinhentos euros por mês”. E, reforça, “experimental”, por períodos de dois meses, renováveis.

A comissão de trabalhadores contesta esta versão de Nogueira Leite sobre os despedimentos, até porque estão nessa lista “dois membros da Comissão de Trabalhadores, um delegado sindical, uma colega em licença de maternidade, uma grávida e uma colega que estava de baixa por gravidez de risco e que foi mãe esta semana”. O gestor acredita que a situação será resolvida, na maioria dos casos, “por acordo”. Enquanto isso, o PS pediu explicações, no Parlamento, sobre os despedimentos.

Entre as empresas a quem Francisco Banha prestou “consultoria” contam-se outras duas em que Nogueira Leite foi administrador: a Ecosaúde e a Fernave. O que Nogueira Leite “não sabia”, quando contratou Francisco Banha para a Parvalorem, é que existe uma estreita ligação deste com um dos mais conhecidos devedores do BPN. Arlindo de Carvalho, que foi ministro do PSD e um dos seus sócios, José António Neto, no Grupo Pousa Flores, têm um dívida de 65 milhões à Parvalorem. São ambos “membros de referência” de um clube fundado e dinamizado por Francisco Banha, o dos “business angels” – investidores em novas empresas que precisam de capital.

João Luís Gonçalves, que foi secretário-geral da JSD na época em que Passos presidiu àquela juventude partidária, e era um dos sócios da Tecnoforma, é o secretário da assembleia-geral do clube. Foi Gonçalves, recorde-se, quem apresentou Passos a Sérgio Porfírio, ainda hoje sócio da Tecnoforma, quando o actual primeiro-ministro ainda era deputado, nos anos 90. Data dessa altura a criação da ONG Centro Português para a Cooperação. Mais tarde, e até Maio de 2007, Passos e Nogueira Leite receberam uma procuração dos donos da Tecnoforma para “gerir a empresa”. “Gerimos os dois a empresa durante esse período”, confirmou Passos Coelho ao PÚBLICO, em Setembro de 2012. Sérgio Porfírio também pertence ao clube dos “business angels” criado por Francisco Banha. É outro dos “membros de referência”.

No blogue de Francisco Banha, a Tecnoforma aparece não só como um dos principais clientes, mas também com diversas citações de “interessantes artigos de opinião” da sua newsletter, a “Tecnoforma news”, que infelizmente já não estão disponíveis online. Há também dois processos judiciais em curso, porque a Gesbanha reclama valores em dívida da Tecnoforma. Um ex-director-geral da empresa de formação declarou ao PÚBLICO que o contrato com a Gesbanha custava “uma fortuna”. E o próprio Passos Coelho deixou escrito, juntamente com Nogueira Leite, num memorando de 11 de Abril de 2007 dirigido aos accionistas da Tecnoforma, que uma das suas prioridades da gestão de ambos tinha sido a “renegociação e redução de preços dos serviços da Gesbanha”.

Mas quando Passos e Nogueira Leite deixaram a Tecnoforma, em 2007, a relação não acabou. O dono da Gesbanha (e da Gesentrepreneur, da Geslearning, da Gesventure, da Gesevolution e de outras empresas) chegou a ser presença assídua na sede da Fomentinveste, a holding que empregou Pedro Passos Coelho simultaneamente e depois da Tecnoforma, desde 2004 e até pouco antes de se candidatar a primeiro-ministro. No 10.º piso da Torre 3 da Rua Tierno Galvan, nas Amoreiras, em Lisboa, coexistiram, até 2011, a sede do grupo liderado por Ângelo Correia, e no qual Passos foi administrador de várias empresas, e a Associação Portuguesa de Capital de Risco e de Desenvolvimento, de que Francisco Banha é um dos principais dinamizadores e actual presidente do conselho fiscal. O Banco Efisa, de que era administrador o filho de José Oliveira e Costa, José Augusto Oliveira e Costa, era um dos 21 associados da associação. O presidente da direcção é Paulo Caetano, ex-colega do primeiro-ministro na administração da Fomentinveste.

Caetano foi administrador da Ecoprogresso, outro dos clientes de Francisco Banha, enquanto Passos era administrador da Ecoambiente. Ambas as empresas faziam parte da Fomentinveste. Passos recorda-se de ter recebido propostas de Banha, para trabalhar com a holding, mas não aceitou "porque era demasiado caro".

Caetano, tal como Nogueira Leite, também foi nomeado pelo actual Governo para uma empresa pública: é administrador-delegado da ADP Energias, do grupo Águas de Portugal. Também é “membro de referência” do clube criado por Francisco Banha.

A proximidade com os devedores do BPN pode representar um conflito de interesses? Nogueira Leite remete a questão para Francisco Banha. “Se houver é do lado da Gesbanha.” 

Francisco Banha garante que a sua empresa "é muito rigorosa a analisar os seus potenciais conflitos de interesses e neste caso particular, como é evidente, não deixou de fazer esse exercício". Até porque, prossegue o responsável da Gesbanha, os serviços que está a prestar nas empresas que resultaram da nacionalização do BPN, Parvalorem, Parups e Parparticipadas, não permitem "em circunstância alguma" o contacto com informação sobre os devedores do BPN. Além disso, acrescenta, "a atividade de Business Angels não se compadece com comportamentos eticamente reprováveis por parte de quem a desenvolve e, tendo por base esta importante premissa, jamais permitiria o meu envolvimento, ou das empresas onde assumo responsabilidades (na qualidade de accionista e como Presidente do Conselho de Administração), em práticas que, de algum modo, pudessem pôr em causa a minha conduta ética, profissional ou social". com José António Cerejo

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JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Cruzam-se aqui dois casos "Tecnoforma / BPN". Se bem percebo a ideia é manter á tona, agora mais que nunca, pois vamos em aceleração a caminho de eleições legislativas, certas ligações de PPC. Ora quiçá fosse conveniente a quem se debruça periodicamente sobre a passagem de PPC pela Tecnoforma a propósito de umas tais ditas(?) ambiguidades, ir ouvir alguém que na mesma altura também ali trabalhou, pois muita coisa poderá vir a ser aclarada de vez, essa pessoa, se não me engano, poderá ser o socialista Marcos Perestrelo. Já sobre o BPN, desde o dia 2 de Novembro de 2008, são mais de meia dúzia de anos, não contando com o tempo anterior aquela data em que BPN andaria em "banho maria!", não me parece que PPC possa ter algo a ver, mas há pelo menos 2 pessoas que muito devem saber(os PM e MF da altura)!!!!

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publicado às 00:23


HÁ PRÉMIOS... E ... PRÉMIOS !

por O Fiscal, em 12.05.15

http://www.publico.pt/economia/noticia/em-dez-anos-cobranca-coerciva-rendeu-635-milhoes-ao-fundo-que-premeia-funcionarios-do-f

 

Em dez anos, cobrança coerciva rendeu 635 milhões ao fundo que premeia funcionários do fisco

Montante corresponde a 5% da cobrança coerciva. Sindicato defende que, apesar da informatização da máquina fiscal, há razões para manter suplemento no salário. Na Segurança Social, toda a receita reverte para o sistema de previdência.

A cada ano, sempre que a cobrança coerciva de dívidas fiscais supera a meta definida pela administração tributária, há uma fatia de 5% desse montante que é transferida para um fundo autónomo, destinado a premiar os trabalhadores do fisco pela colecta acrescida. As receitas conseguidas nos últimos dez anos já permitiram alocar ao Fundo de Estabilização Tributário (FET) 635,8 milhões de euros, valor que, segundo os dados pedidos pelo PÚBLICO ao Ministério das Finanças, corresponde aos suplementos pagos aos funcionários da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) pela cobrança conseguida de 2005 a 2010.

A portaria que Maria Luís Albuquerque assinou a 22 de Abril – e que foi notícia na semana passada, quando, em Diário da República, se autorizava a transferência de 5% da cobrança coerciva de 2014 para aquele fundo – não é diferente do que os ministros das Finanças anteriores autorizaram ao longo dos últimos 18 anos.

O FET foi criado em 1997, no primeiro Governo de António Guterres, era então ministro das Finanças António de Sousa Franco, com o objectivo de aumentar a eficiência da máquina fiscal. O objectivo passava por criar um efeito biunívoco: fazendo uma “ligação entre o aumento de receitas proveniente da prestação de trabalho complementar” e os “encargos com a atribuição de suplementos remuneratórios”, compensava-se o “acréscimo de produtividade” que se verificava pelo aumento da cobrança coerciva e, com isso, pretendia-se incentivar os funcionários a atingirem aqueles objectivos.

A mega-estrutura que é hoje a AT estava, na altura, separada em três direcções-gerais distintas, que só viriam a fundir-se em 2012, na actual legislatura: a DGCI (impostos), a DGITA (informática e apoio aos serviços tributários e aduaneiros) e a DGAIEC (alfândegas e impostos especiais sobre o consumo). Esta última direcção já tinha um mecanismo para o pagamento de complementos, o Fundo de Estabilização Aduaneiro (FEA), criado em 1990, no Governo de Cavaco Silva, com Miguel Beleza à frente da pasta das Finanças. E a decisão de criar, anos mais tarde, uma estrutura idêntica para os trabalhadores dos impostos e os serviços tributários acabou por ser uma forma de colocar em “igualdade de circunstâncias” os funcionários das três direcções, recorda o actual presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), Paulo Ralha.

Na Segurança Social, onde também há cobrança coerciva de dívidas, não existe um mecanismo com o mesmo objectivo. “O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social não dispõe de fundo especial ou outro instrumento que assegure remunerações suplementares aos trabalhadores das secções dos processos executivos ou outros”, esclareceu o ministério liderado por Pedro Mota Soares, frisando que “a receita de cobrança coerciva arrecada pelo IGFSS reverte integralmente para o sistema previdencial”.

O presidente do STI diz que a criação do fundo na administração fiscal “foi uma forma, que se mostrou eficaz, de motivar os trabalhadores e de a DGCI atingir outros níveis de performance que não tinha atingido até então”. Mas, hoje, com a informatização dos procedimentos de cobrança e a automatização da máquina fiscal e com a máquina fiscal a todo o gás na cobrança dos impostos, faz sentido atribuir este complemento? Paulo Ralha contrapõe: “Faz sentido. A máquina está muito mais informatizada, muito mais desumanizada, mas continua a depender das pessoas. Criticamos bastante esta desumanização, que levou à multiplicação de abusos fiscais [por parte da AT nas execuções das dívidas] nos últimos dois-três anos. Isto tem feito com que a relação entre os contribuintes e a AT se tenha degradado. Os casos de agressões [a funcionários] e de conflitualidade nos serviços estão aí para o provar”.

Ao PÚBLICO, António Carlos dos Santos, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais à data em que foi criado o FET, não quis pronunciar-se sobre a actualidade do pagamento dos suplementos, dizendo que não tem seguido de perto a questão.

Prémio de 57,7 milhões
O diploma que este ano, de Fevereiro, veio enquadrar a criação de suplementos remuneratórios na função pública salvaguardou a situação específica dos trabalhadores do fisco, mantendo o complemento na AT.

A cobrança coerciva do ano passado atingiu 1148 milhões de euros, o que permite uma transferência para o FET de 57,4 milhões de euros. De acordo com os dados do Ministério das Finanças, o valor a pagar em suplementos é, no entanto, de 57,7 milhões. Um valor gerido em função das reservas do fundo, já que o FET pode ainda receber receitas próprias da AT e conseguir rendimentos das aplicações financeiras em que investe.

Segundo o STI, o pagamento abrange cerca de nove mil dos 11 mil funcionários da AT (porque a área aduaneira tem o seu próprio fundo de estabilização). A verba atribuída varia em função do posto ocupado pelos funcionários: os dirigentes recebem um prémio equivalente a 42% do vencimento, as chefias um valor corresponde a 35% e os restantes trabalhadores a 32%. “Em termos médios, e tendo em conta que o salário médio na AT é de 1500 euros, um trabalhador receberá de prémio, em termos líquidos, entre 250 e 270 euros”, esclareceu o sindicato.

Há dois anos, no início de Maio de 2013, o STI chegou a ameaçar com uma greve se as verbas do FET não fossem pagas atempadamente, mas o pré-aviso da paralisação foi retirado depois de Vítor Gaspar, então ministro das Finanças, publicar a portaria. Segundo o Ministério das Finanças, desde a criação do FET a percentagem a transferir foi sempre fixada em 5% do valor da cobrança coerciva, excepto no primeiro ano em que foram pagos os suplementos, em que a fatia foi de 4%.

O FET paga os suplementos aos trabalhadores com as receitas e os rendimentos que acumula e pode ainda decidir direccionar verbas para obras sociais. O PÚBLICO questionou o Ministério das Finanças se o conselho de administração do fundo (liderado, por inerência, pelo director-geral da AT) decidiu atribuir verbas para obras sociais, em que montante e para que fins, mas não obteve resposta. As reservas do FET podem ser aplicadas em títulos de dívida pública, títulos de participação e depósitos.

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JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Vai por aí uma " guerra de opiniões diversas " acerca da justeza ou não deste prémio aos funcionários do fisco. Antes de mais é preciso lembrar que prémios na área fiscal , pelo menos do meu conhecimento pessoal, já existem desde os anos 60. Ele foi através dos emolumentos mensais e trimestrais, um chamado "tapa olhos de horas extraordinárias" etc. Depois aquando da revisão do estatuto remuneratório dos TFP, ali pelos anos 80-90, os vencimentos dos funcionários das finanças deram um salto(só que, com incorporação de uma média daqueles suplementos). Mas depois "umas cabeças bem pensantes" entenderam criar um incentivo extra a estes trabalhadores para que estes se empenhassem mais e veio este prémio. O essencial seria se é justa a sua existência? Acho que na sua exclusividade, não...!!!!!!!!

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publicado às 00:35


EMPATAS?

por O Fiscal, em 10.05.15

http://www.publico.pt/politica/noticia/rio-so-avanca-para-belem-se-o-psd-vencer-as-legislativas-1695081

Rio só avança para Belém se coligação vencer as legislativas

Antigo secretário-geral do partido vai esperar pelo resultado das eleições para anunciar a sua decisão, juntando-se a Marcelo e a Santana.

Rui Rio 

Muitos ambicionam vê-lo em Belém, outros empurram-no para a liderança do PSD. Para já, Rui Rio vai esperar pelo resultado das eleições legislativas para a anunciar a sua decisão para disputar as presidenciais de 2016. É provável que em Outubro torne pública a sua decisão, esclarecendo de vez se entra na corrida à Presidência da República ou se responde ao apelo de muitos que o desafiam a ser líder do partido.

O antigo secretário-geral de Marcelo Rebelo de Sousa, que sucedeu a Fernando Gomes na liderança da Câmara do Porto durante doze anos, tem dado sinais de que pretende regressar à vida pública e essa tem sido, de resto, a mensagem que se tem empenhado em passar para o país em todas as iniciativas em que participa.  E têm sido muitas.

Numa altura em que cresce a expectativa sobre uma possível candidatura a Belém, Rio mantém a serenidade, encontrando-se ainda a reflectir sobre que caminho vai seguir: se apanha o comboio das presidenciais ou se avança para a liderança do PSD, caso o partido tenha um mau resultado no combate das legislativas.

Tendo em conta o perfil do ex-autarca portuense, muitos daqueles que com ele se cruzam nas iniciativas para as quais é convidado já lhe vaticinaram o futuro: “Rui Rio tem um perfil que condiz muito mais com um cargo executivo do que com um cargo mais institucional, como o de Presidente da República”. Em privado, o ex-presidente de câmara, deixa escapar aos mais próximos que não se sente particularmente seduzido pelo charme protocolar e por cargos que tenham uma componente de reserva muito grande, como é o caso da Presidência da República. Mas, para já, está tudo em aberto.

A trabalhar em duas multinacionais, uma na área dos recursos humanos e outra da saúde, Rio navega por enquanto nas águas desta ambiguidade sem saber para onde cair. Aparentemente, o seu timing vai de encontro ao prazo apontado por Marcelo, que obrigou Pedro Santana Lopes a ir a reboque, atirando o anúncio da sua candidatura também para Outubro.

A entrada em cena de António Sampaio da Nóvoa, que pode vir a congregar os votos das esquerdas, veio baralhar as contas da coligação PSD/CDS-PP, abrindo as portas ao candidato mais à esquerda do espaço do centro-direita, que é Rui Rio. E Marcelo Rebelo de Sousa até deu pistas para uma possível candidatura de Rio, defendo que ele está pronto para avançar antes das legislativas. Mas fez mais. Disse que tem de ganhar à primeira volta, deixando pairar a ideia de que, se for à segunda volta, perde para o candidato da esquerda.

A própria coligação governamental veria vantagens em ver Rio anunciar por estes dias a sua disponibilidade para protagonizar uma candidatura a Belém. Porquê? Porque, desta forma, Rui Rio daria um élan positivo à coligação, uma vez que se trata de um ticket, uma solução global, que comporta pacote das legislativas com candidato presidencial, e também porque, ao avançar, afastaria o professor-comentador da corrida.

Não foi por acaso que as direcções nacionais do PSD e do CDS fizeram uma alteração no acordo pré-eleitoral no qual a coligação se compromete a dialogar para apoiar “um candidato comum” às presidenciais de 2016, “preferencialmente após as legislativas ”deste ano.

Aparentemente indiferente aos jogos de Marcelo, o ex-autarca do PSD não fala, mas vai deixando escapar nas suas prédicas públicas que estará disposto a assumir as suas responsabilidades se sentir que há uma “franja grande da sociedade” que deseja o seu regresso à vida política activa. “Se eu vier a avançar para um desses cargos, será, seguramente, muito mais na lógica de serviço público do que me sentir atraído pelo charme protocolar”, chegou a afirmar em privado.

O psiquiatra Carlos Mota Cardoso, que escreveu o livro Rui Rio - Raízes de Aço, que será lançado na quinta-feira e no qual lhe traça o perfil psicológico, considera que ele “daria um excelente primeiro-ministro”. Mas também admite que poderia ser um “óptimo Presidente”.

Seja como for, o caminho para a liderança do partido adivinha-se mais espinhoso e o antigo secretário-geral de Marcelo sabe-o, pelo que só irá a jogo se Pedro Passos Coelho tiver um resultado que desastroso nas legislativas.

Reserva para o partido, mais cedo ou mais tarde
Se assim não for, não avança no imediato para a sucessão de Passos, mas ficará como uma reserva para o partido - e é nesse tabuleiro que muitos dos seus apoiantes jogam. Na opinião de alguns, “o que é importante para o país é ter um PSD forte e, eventualmente, um Governo forte mais tarde, do que ter um Presidente da República”. E Rio subscreverá este pensamento.

Se nenhum dos partidos tiver maioria absoluta, como muita gente vaticina, o Governo que sair das próximas legislativas poderá não chegar ao fim da legislatura e, nesse cenário de ingovernabilidade, abre-se uma janela de oportunidade para o antigo dirigente social-democrata, que tem ideias muito claras sobre um futuro Governo. Não havendo maioria absoluta, os partidos têm de acabar por se entender.

Nesse sentido, Rio defenderá um “grande entendimento [político] do qual ninguém pode fugir” para um futuro Governo, com vista a uma reforma do regime, que englobe as leis fundamentais, a Constituição, o sistema da Justiça e forma de eleger os deputados e as câmaras municipais.

Para Rio, a regionalização também deve fazer parte deste entendimento, que terá de abarcar um PS-PSD alargado, o CDS e uma grande parte da esquerda. Do seu ponto de vista há ainda um outro patamar de entendimento, que terá de envolver o PCP e o BE e que tem a ver com as políticas de governação de longo prazo, coma reforma da Segurança Social à cabeça.

Com um percurso político já longo e onde sobressaem os três mandatos autárquicos à frente da Câmara do Porto, Rui Rio é um dos nomes que maior expectativa cria nos vários sectores da sociedade portuguesa. Desafiado a regressar à vida pública, Rio é incentivado a concentrar-se “naquilo que é essencial”, que é a sua participação num futuro Governo. ”Não vos deixeis cair em tentação…”, escreveu um apoiante num e-mail enviado recentemente. A tentação de o empurrarem para a Presidência da República é grande, mas o ex-autarca parece disposto a resistir, apontando baterias para a liderança dos sociais-democratas.

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JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Mas...será que é mesmo assim?..já não nos bastava o "oportunismo!" do sr. Marcelo Rebelo de Sousa, agora teríamos também o "tácticismo!" do sr. Rui Rio. Se por um lado parece perceber-se a posição de MRS /ele achará que é preciso esperar por dois carrinhos /(um o que acontecerá a PPC nas legislativas, outro o desenrolar do caso BES/GES), já no que diz respeito a RR(estaríamos perante o mesmo dilema de MRS ou algo parecido?). Se assim for, então, estaremos perante duas figuras, que não seriam merecedoras de uma candidatura á PR no contexto do nosso actual sistema constitucional, pois de duas uma, ou a predisposição é pessoal/independente/desinteressada e genuína e avança-se "dando o corpo ás balas" ou é jogada dependente de interesses e como tal digna de uma séria desconfiança, "tão só"...!!!!

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publicado às 22:33


RECORDAR!

por O Fiscal, em 09.05.15

ACABEI HÁ POUCO DE ASSISTIR NO JORNAL DAS 20 HORAS DA SIC A UMA REPORTAGEM JORNALÍSTICA SOBRE (LEMBRAM-SE?) " A DONA BRANCA - A BANQUEIRA DO POVO ". NÃO PERCEBI A QUE PROPÓSITO VEIO AGORA Á BAILA ESTE ASSUNTO, MAS, QUE FOI BOM REAVIVAR, ISSO FOI. POR UM LADO PUDE LEMBRAR-ME DA EXISTÊNCIA, NA ALTURA (lá pelos anos 80) DE UM JORNAL (que muitos na altura consideravam de pasquim) QUE LIA COM GRANDE AGRADO...E COMO EU ACHO HOJE QUE NO ACTUAL MUNDO DOS MÉDI´S QUIÇÁ DESSE UM CERTO GEITO TERMOS O «« TAL E QUAL »» (o tal que em tempos idos levantou também umas certas suspeitas/?/ á volta de uns problemazitas fiscais do sr. AC)...POR OUTRO LADO (embora tenha vivido esses tempos) ACHO QUE FOI IMPORTANTE DIVULGAR, A TANTOS QUE, OU NÃO VIVERAM ESSES TEMPOS OU ESTEJAM JÁ DELES ESQUECIDOS, COMO NASCEU / VIVEU / MORREU ESSE FENÓMENO FINANCEIRO (pois face aos fenómenos também eles financeiros que temos estado a assistir, isso poderá ajudar-nos a compreender muita coisa).....

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publicado às 21:59

http://www.publico.pt/

 

Eleições britânicas

Cameron ganhou uma maioria, agora tem duas batalhas pela frente


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JOÃO ALEXANDRE-ABRANTESCOM

Aposentado , Abrantes

É caso para pensar..." mas o que se terá passado ontem ali para os lados do Reino Unido? "....ora...ora...haverá quem diga que foi um «« tremendo temporal que por lá ocorreu »». Então não é que desde há meses e até mesmo á boca das urnas nos quiseram meter pelos olhos adentro que hoje sexta feira o panorama político do reino de Sua Majestade seria uma autêntica incógnita. Foram comentadores, média´s e até empresas de sondagens, a quem a " velhinha! " democracia inglesa passou a perna. Será que os eleitores se cansaram de ouvir opiniões?. Será que á última hora os eleitores recearam a mudança?. Seja como for, uma coisa é inevitável extrair-se do sucedido...muita gente tem de extrair ilações, por mim, que tal por cá, lá para o outono, quiçá, fosse bom acontecer algo de semelhante..!!!!!!!!!!

ADENDA - POIS BEM, TRÊS DIAS DEPOIS, TENHO QUE RESSALVAR, QUE AINDA HÁ POR AÍ JORNALISTAS COM ALGUMA HUMILDADE (reconhecer o erro,ás vezes, sabe e fica bem):

BLOG - http://oinsurgente.org/

Uma lição

(Artigo publicado no Diário Económico de ontem)

Não vou mentir. Não foi isto o que planeei escrever. Quando, no dia das eleições gerais no Reino Unido, me pediram 1000 caracteres sobre os resultados que seriam anunciados umas horas depois, escrevi logo um texto em tom apocalíptico, acerca de como o “parlamento pendurado” que dali sairia era um ‘trailer’ do filme que estreará no nosso país nas eleições de Outubro, em que ao descontentamento com o Governo não correspondia uma adesão a uma alternativa. Era esse o resultado previsto pelas várias sondagens, e aquele que eu dava como inevitável. Mas afinal, o Labour perdeu quase toda a Escócia, os Lib-Dem em quase todo o país, e os Conservadores conseguiram não só eleger agora mais deputados do que nas últimas eleições, como estes foram em número suficiente para deterem uma maioria absoluta e governarem sem parceiros. Assim, tive de deitar fora o que originalmente escrevera, e substituí-lo por esta lição para todos nós que comentamos estas coisas: sabemos bem menos do que julgamos saber.

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publicado às 00:10


ESCLARECIMENTOS IMPÕEM-SE,sff

por O Fiscal, em 05.05.15

http://www.publico.pt/local/noticia/camara-de-lisboa-suspeita-de-facilitar-projectos-imobiliarios-do-ges-1694238

Câmara de Lisboa acusada de beneficiar projectos imobiliários do GES

As suspeitas de favorecimento do Grupo Espírito Santo (GES) voltam a pairar sobre a Câmara de Lisboa. Alguns deputados municipais classificam os responsáveis do grupo como “felizes contemplados”. Em causa está um plano de pormenor que, alegadamente, beneficia o GES, em prejuízo de outras empresas e do próprio município.

NOTA - VALE A PENA LER NA ÍNTEGRA ESTE TRABALHO JORNALÍSTICO, TENDO EM ATENÇÃO QUE AO JORNAL / JORNALISTA SÓ FOI DADO ACESSO A DADOS, PELA CML E SEU PRESIDENTE ANTÓNIO COSTA, APÓS " LUTA! " E DECISÃO EXTERNA COMPETENTE IRREVOGÁVEL....

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JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Que tal se os senhores jornalistas que quase todos os dias acompanham os actos em que participa o actual líder do PS e candidato a PM nas eleições legislativas, (espera-se? a não ser que ainda venha a ocorrer alguma "golpada!" semelhante á que atingiu há uns meses o anterior secº geral ps), lá para o outono, interrogassem o sr. António Costa, a fim de que pudesse-mos ficar devidamente elucidados, sobre o que terá ele a dizer sobre, esta questiúncula como Presidente da CML á volta de possíveis favorecimentos ao GES, mas, também sobre o que tem ele a dizer como secº geral socialista acerca de uma dita SMS que no final do passado dia 25 de Abril(o dia da liberdade) enviou ao jornalista do expresso sr. João Vieira Pereira...!!!!

 
 
 

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publicado às 00:28

DURANTE ESTE FIM DE SEMANA VEIO A LUME O SEGUINTE:

http://expresso.sapo.pt/joao-vieira-pereira=s25255

 Opinião  >  João Vieira Pereira

 

 

É a liberdade, António Costa

No sábado, dia 25 de abril, às 23h58, recebi o seguinte SMS de António Costa:

"Senhor João Vieira Pereira. Saberá que, em tempos, o jornalismo foi uma profissão de gente séria, informada, que informava, culta, que comentava. Hoje, a coberto da confusão entre liberdade de opinar e a imunidade de insultar, essa profissão respeitável é degradada por desqualificados, incapazes de terem uma opinião e discutirem as dos outros, que têm de recorrer ao insulto reles e cobarde para preencher as colunas que lhes estão reservadas. Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem nem conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de carácter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito.
António Costa" 

Confesso que a primeira reação foi a de pensar que era um engano. 

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

 

 

Perigosos desvios do PS à direita

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Começo por esclarecer, para aqueles que consideram que o mundo é branco ou preto, que é possível alguém com alguns desvios liberais gostar de partes das propostas do PS. O que me leva a pensar que o relatório "Uma década para Portugal" está muito mais à direita do PS do que seria de esperar. A grande mais-valia do estudo é que centra o debate político em políticas económicas, de onde nunca deveria ter saído.  

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI .

POIS É, SE PARA O SR. JOÃO VIEIRA PEREIRA A SUA PRIMEIRA REACÇÃO A ESTE SMS DO SR. ANTÓNIO COSTA A ELE DIRIGIDO, FOI A DE PENSAR QUE ERA UM ENGANO, PARA MIM, ELA FOI TAMBÉM DE INÍCIO DE AUTÊNTICA " ESTUPEFAÇÃO ". MAS, PENSANDO UM POUCO MAIS, O QUE AC REVELA, DESDE HÁ UNS TEMPOS, É UM CLARO DESNORTE. DE FACTO JÁ NÃO SÃO SÓ AS " PROBLEMÁTICAS(?) ", DE TODA A ORDEM, EM QUE O PS SE VEM SER VISTO ENVOLVIDO COMO COMEÇOU A APERCEBER-SE QUE ALGO NÃO VAI BEM PELO LADO DE UMA CERTA COMUNICAÇÃO SOCIAL, QUE, DESDE MEADOS DO ANO TRANSACTO, VINHA FAZENDO ECO, DIRIA, DE UM " LEVAR DO COSTA AO COLO ", E DOS QUAIS ESTARIAM AGORA A SAIR SINAIS VISÍVEIS DE UM CERTO MAL ESTAR(?)PERANTE TAL ESTRATÉGIA(vá lá saber-se o porquê), E ISSO, NOS TEMPOS QUE CORREM, PARA ANTÓNIO COSTA É UM ENORME " QUEBRA CABEÇAS! ", QUE DE MODO ALGUM PODE JUSTIFICAR ATITUDES COMO A DESTA SMS....

 





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publicado às 00:45

ESTANDO EU, " EMBASBACADO! " A ASSISTIR, DESDE 4 DE MARÇO(último post) AOS MAIS RECENTES DESENVOLVIMENTOS DA «« GRANDE GUERRA SOCIALISTA »», VEIO-ME DE REPENTE Á MEMÓRIA UNS CERTOS "BATE PAPOS!" QUE DURANTE ANOS TIVE COM UM "AUTÊNTICO DINOSSAURO PS" AQUI DA ZONA, INFELIZMENTE FALECIDO HÁ POUCOS MESES. DE FACTO, QUER O CONHECIMENTO PESSOAL(ligam-me a Abrantes dezenas de anos/sendo ele um verdadeiro abrantino), QUER A PROXIMIDADE POLÍTICA(colaborei como independente durante os primeiros vinte e cinco anos da nossa democracia com o ps/quase sempre ao seu lado), PERMITIA-NOS A AMBOS UMA CERTA FRONTALIDADE DE ABORDAGEM. NOS ANOS DA TRANSIÇÃO DO SÉCULO(tempos da governação final do socialista sr. Guterres) CORTEI COM A MINHA PROXIMIDADE PS(foi aí que tive a percepção de algo/que por agora me limito a classificar de/esquisito) E DISSO E SEUS MOTIVOS NÃO FAZIA SEGREDO, INCLUSIVÉ, COM ELE PRÓPRIO. MAS, ALGUM TEMPO NO PÓS 2005, AS NOSSAS DIVERGÊNCIAS, FORAM-SE TORNANDO CADA VEZ MAIS ACALORADAS(é que, aquela minha percepção, começava a tomar sentido) POIS EU ASSINALAVA-LHE(com dados) QUE ME PARECIA QUE O PAÍS ESTAVA A CAMINHO DUM "DESASTRE?" / ESSENCIALMENTE POR CULPA SOCIALISTA / ELE RETORQUIA-ME COM UM "VOCÊ É UM SOFISTA". ELE AINDA ASSISTIU, QUER AO SUCEDIDO NA PRIMAVERA DE 2011 E SEU PÓS QUER AOS FACTOS OCORRIDOS Á VOLTA DO PS DESDE ENTÃO ATÉ AOS FINAIS DE 2014. SEI QUE, EMBORA ELE TENHA SIDO SEMPRE UM "FIEL SECTÁRIO SOCIALISTA", OS SEUS ÚLTIMOS DIAS FORAM POLITICAMENTE VIVIDOS UM TANTO "ENVERGONHADAMENTE". MAS ESTARÃO A PENSAR...A QUE TÍTULO VEIO ISTO AGORA A PROPÓSITO DA DITA GRANDE GUERRA SOCIALISTA?...É QUE, PARA MIM, O PS PARECE-ME MESMO UM "CASTELO DE CARTAS"(que Guterres nos legou em finais de 2001) EM DESAGREGAÇÃO (o ás de trunfo, damas, valetes já caídos, quiçá ainda podendo chegar aos reis), SENDO VISÍVEL QUE O SEU EXÉRCITO MOBILIZADO DESDE HÁ QUASE UM ANO PELO GRANDE GENERAL COSTA, APESAR DOS SEUS ESFORÇOS, VAI MOSTRANDO AS SUAS BRECHAS(ao nível tanto de oficiais como de soldadinhos). ORA, FACE AO QUE NOS ESPERA ATÉ LÁ PARA O OUTONO, URGE QUE TODOS NÓS ESTEJAMOS ATENTOS, i.e., AFINAL QUE EXÉRCITO VAMOS QUERER QUE NOS DEFENDA....

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