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http://www.publico.pt/politica/noticia/mario-soares-quer-governo-derrubado-freitas-pede-novo-partido-1633042

 

 

25 de Abril

40 anos de democracia

Congresso sobre o 25 de Abril serve de palco a duras críticas ao Governo de Passos Coelho.

Mário Soares quer governo derrubado; Freitas pede novo partido

....congresso sobre o 25 de Abril respondeu à pergunta “E agora [como está o país 40 anos depois]?”.

Foi com críticas - umas mais duras, outras comedidas – ao actual Governo que boa parte dos oradores de um congresso sobre o 25 de Abril respondeu à pergunta “E agora [como está o país 40 anos depois]?”. Mário Soares quer que o Governo seja “derrubado”, o fundador do CDS-PP defende que falta um novo partido ao centro e Pacheco Pereira visa que se está a criar uma sociedade “não democrática e autoritária”.

 

A sessão de abertura do congresso A Revolução de Abril, organizado pelo Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que se realiza entre esta segunda-feira e quarta-feira, juntou Mário Soares, Diogo Freitas do Amaral, Fernando Rosas, José Pacheco Pereira e Aniceto Afonso para falarem sobre o significado e o balanço da revolução.

 

À questão 'e agora?', Mário Soares retorquiu: “Agora é preciso derrubar este Governo, a resposta é muito simples. Estou a falar muitíssimo a sério. Não há mais nada a fazer. [O Governo] está a destruir o país, está a destruir as pessoas. Põe as mais válidas fora porque são demasiado inteligentes e eles não gostam de gente inteligente."

 

O fundador do PS e antigo Presidente da República insistiu: "É evidente que este Governo está a destruir Portugal e cada vez vai destruir mais. Já não temos SNS, Estado social, direitos do Homem. Eles fingem que são democratas mas querem um 25 de Abril a fingir.” E acrescentou, citando um manifestante das forças de segurança na última concentração frente ao Parlamento: “‘Hoje foi assim, a bem, da próxima vez vai a mal’. Eu achei que essa era uma bela ideia.”

 

“É indispensável acabar com este regime o mais depressa possível", defendeu Soares que diz ser "um crime" o que o Executivo de Pedro Passos Coelho tem feito com Portugal. "Aqueles que fazem e comprometem o futuro têm que ser julgados um dia, mais tarde ou mais cedo."

 

As eleições de Maio serão essenciais. Mário Soares considera “evidente” que vai acontecer [uma ruptura] "através das europeias ou depois disso. Mas vai acontecer porque este país está a ser liquidado aos poucos. Eles se tivessem vergonha tinham saído espontaneamente, assim vão ter que sair à força."

 

José Pacheco Pereira considerou que "a sociedade que hoje se está a criar é não democrática e autoritária” e até quase falou em uníssono com o historiador Fernando Rosas ao criticar os mitos que o actual Governo instalou na sociedade que servem para justificar a austeridade, como o de que os reformados recebem acima do que descontaram.

 

O fundador do CDS-PP, Diogo Freitas do Amaral veio lançar um repto. As europeias de Maio serão, disse, uma “sondagem em tamanho real” sobre o que os portugueses querem para o país e a partir daí deve-se “começar a construir uma nova solução que saia vencedora nas legislativas de 2015”.

 

Essa “nova solução” depende, porém, da resposta a uma de três perguntas/necessidades: ou a esquerda se une para o PS conseguir governar em maioria, ou o PS recicla a sua direcção e a sua estrutura interna, ou o PSD muda de líder.

 

"Há ou não há, à esquerda do PS um ou dois partidos que se decidam a fazer uma coligação com o PS para que este não fique mais uma vez minoritário e incapaz de governar?. Em segundo lugar: o PS está satisfeito com a sua actual direcção ou percebe que com ela não terá maioria absoluta e é capaz de alterar por dentro o estado de coisas? Terceiro: o PSD vai continuar a aplaudir o Júlio César que dele tomou conta ou encontra um Brutus capaz não de o assassinar mas de o substituir para as eleições de 2015?"

 

Se nada disso acontecer e se as eleições europeias de Maio não trouxerem uma alternativa, “então o povo português vai ter que ser capaz de criar um novo partido que ajude a refazer o sistema partidário português”.

 

Freitas recusa voltar à política activa por não ter "idade nem saúde para isso" e diz que fundar esse partido é uma tarefa para os mais jovens - mas se for entre o PS e o PSD terá o seu apoio. "Não sou um político no activo, não me compete a mim pôr no terreno nenhuma solução prática. (...) Mas isso tem que ser feito por quem está activo na política, não é pelos reformados e pensionistas de pernas cortadas."

 

Freitas foi especialmente crítico com a sua família política e defendeu que os actuais PSD e o CDS-PP esqueceram a social-democracia e a democracia-cristã da sua génese. “É preciso construir uma solução alternativa a esta governação, com pessoas de direita, do centro, da esquerda, mas com uma mentalidade de democracia e de justiça social que desapareceu do discurso e dos objectivos deste Governo. A política deste governo é desumana, vê as pessoas como descartáveis.”

 

O fundador do CDS-PP afirmou que o Executivo anda "numa política de mentira". "Temos que passar para uma política de verdade, temos de passar do autoritarismo para a democracia, temos que passar da defesa da oligarquia e dos mitos para a defesa das classes médias e dos mais pobres."

 

Freitas diz mesmo que em vez de caminhar para ser um país europeu e progredir à europeia, Portugal está a ser levado para o lado de países como Marrocos, Argélia e Tunísia. "Porque é para lá que nos estão a levar – com todo o respeito por esses países – mas em termos de desenvolvimento económico, nós fizemos metade do caminho que nos separava da Europa e agora estamos a voltar para trás. E qualquer dia estamos a atravessar o canal de Gibraltar até ao norte de África."

Comentários:

 

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

 

Aposentado , Abrantes

 

 

De uma vez por todas...nós portugueses...em geral...temos de acordar e ter coragem(!)...estamos á beira do 40º aniversário do 25 de Abril...já nasceram desde aquela data duas gerações...quem é mais velho(ou seja os que ainda por cá andam desde os tempos da chamada "velha senhora") têm o direito mas também a obrigação de participar civicamente no alertar dos mais novos para o seu também direito/obrigação de participação...vem isto a propósito por exemplo de posições como as aqui veinculadas dos srs. Mário Soares - Freitas do Amaral ou Pacheco Pereira...sabem que mais...homens que se dizem democratas...mas que...ultimamente de prática democrática têm muito pouca..e isso tem de ser corajosamente denunciado pois de anti-democracia já nos bastaram os tempos do ante-25 de Abril..!!!!

 

QUERIA AINDA ACRESCENTAR...LÊ-SE E CUSTA A ACREDITAR...COMO É POSSÍVEL OUVIR AFIRMAÇÕES DESTE TEOR VINDAS DE INDIVIDUALIDADES QUE DE CERTO MODO TÊM SÉRIAS RESPONSABILIDADES NO CAMINHO DESTES 40 ANOS DA NOSSA VIVÊNCIA DEMOCRÁTICA OU SERÁ QUE ESTÃO AFECTADOS POR QUALQUER SÍNDROME DO ESQUECIMENTO?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 23:35


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