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ALQUEVA!

por O Fiscal, em 22.12.13

 

http://www.publico.pt/local/noticia/edia-lancou-concurso-para-o-bloco-de-rega-que-completa-o-sistema-global-de-alqueva-1617177

 

 

EDIA lançou concurso para o bloco de rega que completa o sistema global de Alqueva

 

 

O grande projecto de rega que vai beneficiar 120.000 hectares de terras foi anunciado, pela primeira vez, há 56 anos no âmbito do Plano de Rega do Alentejo. Ficará concluído em 2015.

 

A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) garante que concluirá até 2015 "toda a rede de rega" do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, conforme promessa do actual Governo.

Neste sentido, lançou ontem o último concurso para a empreitada de construção do bloco de rega Roxo/Sado, para que fique concluído o sistema de rega de Alqueva dimensionado para irrigar 120.000 hectares de solos agrícolas.

O derradeiro bloco de rega a ser construído em Alqueva irá beneficiar uma área com mais de 4.000 hectares. Para além da rede de rede primária e secundária, o novo bloco de rega inclui um sistema elevatório de água, redes viária e de drenagem, um reservatório de automação e telegestão. O custo previsto para esta empreitada ascende aos cerca de 18 milhões de euros.

O concurso para este o bloco de rega é lançado 14 anos depois do primeiro concurso de construção do perímetro de rega da Infraestrutura 12 no concelho de Ferreira do Alentejo.

A EDIA anuncia que já foram concluídos e prontos a serem cultivados cerca de 68.000 hectares de novos regadios em Alqueva. Em fase de construção encontram-se os sistemas de rega de Cinco Reis/Trindade e São Pedro/Baleizão/Quintos, representando mais 20.000 hectares. Em processo de concurso, encontram-se os perímetros de rega Caliços/Machados, Caliços/Moura, Pias e Amoreira/Caliços que completam o subsistema de rega do Ardila e ainda o perímetro de rega de S. Matias, que completa o subsistema de rega de Pedrógão, bem como os de Vale de Gaio, Beringel/Beja e agora também o Roxo/Sado.

Quando estiver concluído o sistema global de rega, estarão investidos cerca de 2,5 mil milhões de euros no projecto de fins múltiplos de Alqueva, que foi anunciado, pela primeira vez, em 1957 no âmbito do Plano de Rega do Alentejo, há 56 anos.

As obras arrancaram em 1977, foram interrompidas dois anos depois, alegando-se o elevado custo da água para rega e um parecer negativo do Banco Mundial. Ficaram concluídas as ensecadeiras de montantes e jusante, canal de derivação do rio, área social de apoio, laboratório, estação de tratamento de águas para a zona residencial e acessos viários a Moura e Portel.

A retoma das obras acontece em 1998 com o início das betonagens no corpo da barragem que encerrou as suas comportas a 8 de Fevereiro de 2002.

 

  

Comentários:

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Alqueva!...um dos mais destacáveis projectos sonhados pelo país...parece que finalmente vai ter a sua finalização!...tendo começado a ser idealizado nos anos cinquenta do século e milénio passados pelo chamado regime de então "salazarista",tinha eu 9 anos de idade,passou pelas mais diversas vicitudes,lá começa a ser visível aos nossos olhos mesmo na transição dos século/milénio mas no respeitante á parte principal daquele dito "sonho "ou seja a finalidade do irrigamento alentejano ainda nos estão a prometer quando já tenho 65 anos que lá para 2015 então sim estará tudo finalizado/operacional o que espero ainda venha a assistir...contudo algo já constatei...a paisagem alentejana transformou-se por completo e para muito melhor sendo de esperar de modo idêntico o seu aproveitamento..!!!

 

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publicado às 21:21

http://www.publico.pt/economia/noticia/nova-tentativa-de-cortar-pensoes-tera-de-ser-mais-gradual-e-incluir-privados-1617119

 

 

Nova tentativa de cortar pensões terá de ser mais gradual e incluir privados

 

 

Constitucionalistas dizem que será difícil ao Governo apresentar no curto prazo uma reforma de pensões que seja aceitável para o Tribunal Constitucional.

Não é em quaisquer condições que o corte de pensões pode ser feito,avisa Tribunal Constitucional

 

Alargar o ónus da sustentabilidade do sistema também aos pensionistas do sector privado, pedir esforços e sacrifícios de forma mais gradual e apontar, em vez da convergência, para uma verdadeira unificação dos regimes da Segurança Social. Estes são, explicam os constitucionalistas contactados pelo PÚBLICO, alguns dos requisitos que uma nova tentativa do Governo de proceder a poupanças nas despesas com pensões em Portugal terá de cumprir se quiser tornar menos provável mais um chumbo do Tribunal Constitucional. Uma tarefa difícil de executar no curto prazo e que pode colocar em causa a realização de poupanças significativas já no próximo ano.

 

Nesta sexta-feira, em Bruxelas, o primeiro-ministro reagiu à decisão do dia anterior do Tribunal Constitucional dando sinais claros de que o Governo irá tentar encontrar outra forma de proceder a uma redução das pensões, preferindo por isso a adoptar medidas como a subida de impostos. "Dado que o tribunal admite que uma medida que vise garantir a sustentabilidade das pensões e que passe pela redução das pensões em pagamento pode ser constitucional em determinadas condições, nós não deixaremos de analisar essas condições de forma muito detalhada para ver em que medida é que uma outra medida substitutiva desta pode ser encontrada", afirmou Passos Coelho.

 

De facto, um dos pontos mais evidentes do acórdão publicado na quinta feira à noite pelo Tribunal Constitucional – e das declarações do seu presidente a seguir ao anúncio da decisão – é a ideia de que um corte de pensões já em pagamento é possível. Os juízes já tinham dito isto em decisões anteriores e agora repetiram-no: a Constituição protege o direito a receber uma pensão, mas não um valor concreto de pensão.

 

No entanto, não é em quaisquer condições que esse corte de pensões – que implica necessariamente um golpe nas expectativas dos pensionistas – pode ser feito, avisa o Tribunal Constitucional. No caso da convergência de pensões agora tentada, essas condições não eram claramente cumpridas, e por isso foi declarada a inconstitucionalidade por violação do princípio da constitucionalidade.

 

"O tribunal disse que não há nenhum tabu em falar de cortes nas pensões, mas deixou claro que para que tal aconteça tem de fazer parte de uma reforma estrutural e não ser apenas uma medida avulsa para reduzir despesa. Não é fácil, agora, com pequenas alterações e ajustamentos, apresentar a mesma lei e conseguir os mesmos montantes que se pretende poupar. Se o argumento do tribunal fosse outro – como a violação do princípio da proporcionalidade – talvez fosse mais simples, mas o princípio da protecção da confiança tem outra amplitude", explica Pedro Bacelar Vasconcellos. O constitucionalista defende que a decisão do tribunal "era tão previsível que não é desculpável que o Governo não tenha já preparadas medidas alternativas".

 

Jorge Pereira da Silva tem a mesma opinião. "Não vejo que o Tribunal Constitucional tenha aberto uma porta. O que fez foi dizer que existe uma porta, que o Governo eventualmente pode abrir. Mas é uma porta estreita, muito exigente, que eu tenho dúvidas que o Governo consiga abrir num curto espaço de tempo", afirma este constitucionalista.

 

Mas que exigências são essas que tornam a porta tão estreita para o Governo? O acórdão da decisão do Tribunal Constitucional em relação à convergência das pensões dá algumas pistas.

 

Em primeiro lugar, é dito que, com os cortes que se pretendia fazer nas reformas do sector público, não se estava a contribuir para a sustentabilidade do sistema de pensões. "O tribunal diz que os sacrifícios têm de ser úteis e que tal não acontecia nesta proposta", assinala Bacelar Gouveia. Em particular, o acórdão afirma que a sustentabilidade da Caixa Geral de Aposentações está logo à partida posta em causa pelo facto de os novos funcionários já não contribuírem para o sistema, e que, por isso, não faz sentido que o sacrifício agora exigido seja só aos pensionistas do sector público.

 

Depois é defendido que a convergência de que o Governo fala é meramente parcial. "O tribunal diz que o corte de 10% nas pensões da CGA é feito apenas tendo em conta um de vários factores, que é a taxa de formação das pensões, deixando de fora todos os outros", explica Jorge Pereira da Silva, que assinala que aquilo que a Constituição prevê é a unicidade do sistema de pensões. "E unificar é mais do que fazer convergir regras diferentes, que se mantêm diferentes", afirma.

 

Estas duas objecções mostram uma parte daquilo que os juízes do tribunal consideram ser as condições para que se possa cortar nas pensões.

 

"Sendo necessário – e o tribunal não discute essa necessidade – alargar o 'ónus da insustentabilidade financeira do sistema' (...) aos actuais beneficiários, procedendo a reduções e recálculos de pensões já atribuídas, as soluções a equacionar não podem deixar de ser perspectivadas em termos do sistema público globalmente considerado, exigindo respostas que salvaguardem a justiça do mesmo sistema, tanto no plano intrageracional como no plano intergeracional", afirma o acórdão.

 

E quando o Tribunal Constitucional fala de "sistema público globalmente considerado", aquilo que está a acentuar é que uma reforma desta natureza, se tem realmente como objectivo a sustentabilidade do sistema, não pode ficar limitada ao sector público, tem de ser feita para a totalidade do sistema de pensões, incluindo o sector privado.

 

Jorge Pereira da Silva chega ainda a outra conclusão. "Pode ler-se no acórdão a ideia de que se pode reformar o sistema de forma a que os próprios beneficiários possam contribuir mais para financiar as suas e futuras pensões. Seria uma solução mais estrutural e de garantia da sustentabilidade do que meros cortes avulsos, como os que constavam da proposta", afirma. 

 

Este acréscimo das contribuições estava previsto, por exemplo, na medida que ficou conhecida como a "TSU dos pensionistas", que o CDS-PP classificou como uma fronteira que não poderia ultrapassar.

 

Por fim, o tribunal acaba ainda por defender que uma reforma que envolva corte de pensões em pagamento tem de ter um carácter gradual, não pode ser feita toda ao mesmo tempo. "Quando se afecta a confiança, deve-se suavizar a medida, não se deve fazer os cortes todos num só momento. As pessoas assim ficam sem margem para reagir", explica Jorge Pereira da Silva.

 

Esta condição é algo que, independentemente das outras exigências, só por si torna difícil que o Governo, pela via das pensões, consiga obter as poupanças que pretendia e prometeu à troika já para 2014.

 

 

Comentários:

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Cortar pensões!..é salutar ouvir opiniões sobre esta "problemática"..em causa está em como sair agora e em "tempo record"desta sarilhada!(é que há um OE/2014 onde tal matéria em termos pecuniários no campo da despesa está vertida e de cuja entrada em vigor a 1/1/14 o país não está em condições de prescindir e por outro lado há a nossa infeliz dependência das exigências da troika de que também não se está em condições de desobediência(!)ambas por muito que nos custe)?..quer-me parecer que o governo em vista da decisão do TC deve apostar de imediato numa reforma estrutural feita de forma gradual tendo por base a unificação dos sistemas de pensões(donde pode resultar economias que não ofendam em demasia as expectativas dos actuais pensionistas) e subindo transitoriamente o IVA..!!!

 

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publicado às 00:44


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