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UM POUCO MAIS DE DECÊNCIA! DE TODOS,sff

por O Fiscal, em 28.11.16

TEM SIDO " LASTIMÁVEL! " O QUE SE VEM VERIFICANDO, DESIGNADAMENTE DESDE FINAIS DE 2015, À VOLTA DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS. JÁ SE PERCEBEU QUE O NOSSO SISTEMA FINANCEIRO VEM PASSANDO POR UM ESTADO " CAÓTICO! ", FRUTO DE VICITUDES DE TODA A ORDEM, SÓ QUE TALVEZ NÃO FOSSE EXPECTÁVEL QUE CHEGASSE AO PONTO A QUE ESTÁ A CHEGAR A ATÉ AGORA? NOSSA? CGD. MAS EIS QUE SÔMOS SURPREENDIDOS AO FINAL DO DIA DE ONTEM EM «« ÚLTIMA HORA »»:

 

Bomba na Caixa: Domingues demite-se....

MAS O QUE SE PASSOU?... O QUE PODERÁ ESTAR POR DETRÁS?... E PODERÁ FICAR POR AQUI?...

-------- SEM MAIS QUE, FAÇO MINHAS SUPOSIÇÕES A ESTAS DÚVIDAS(com devida vénia) O QUE ESCREVE HOJE A PROPÓSITO NO SEU EXPRESSO CURTO O DIRECTOR EXECUTIVO MARTIM SILVA:

" Bomba na Caixa: Domingues demite-se (e isto não pode ficar por aqui!)....A notícia caiu com estrondo pelas 19.50 de ontem, acabava o Benfica de despachar tranquilamente o Moreirense por três a zero: António Domingues demitia-se da liderança da Caixa Geral de Depósitos. Bum!

Não que a polémica dos últimos meses não fizesse suspeitar que este poderia ser o desfecho. Mas nos últimos dias todas as indicações vindas a público, na imprensa e pelos principais responsáveis, como Marcelo e Costa, unidos por um pacto nesta matéria, era de que o pior já tinha passado e o assunto estaria resolvido. Mas não, não estava mesmo.

Comum nas capas dos jornais de hoje é o destaque dado ao tema, e a motivação de falta de apoio político para a queda de Domingues.

Que me perdoem mas eu não engulo esse argumento.

Não se trata de não confiar nos jornalistas, tão só de desconfiar da narrativa que parece que nos querem vender agora. Então mas se fosse por falta de apoio político a Administração da Caixa não teria caído quando Governo e Presidente e TC disseram há semanas que as declarações eram mesmo para entregar? Agora, ser nesta altura, depois de o Parlamento aprovar (na generalidade, nem sequer é em votação final) uma lei? Para mais quando leis com efeitos reatroativos levantam sérias dúvidas de constitucionalidade? Hummmm…

Que as polémicas à volta da Caixa se arrastam há meses já o sabemos.

Sobre estes últimos desenvolvimentos, e ainda sem a poeira assente, tenho, confesso, algumas dúvidas, interrogações e perplexidades sobre o caso, que aqui partilho. Com a convição de que o assunto não vai mesmo morrer por aqui:

  1. Que sentido faz que Domingues se demita usando como argumento uma lei que o obriga a fazer uma coisa, quando já era sabido que mesmo sem a lei teria de entregar as declarações no TC?
  2. Porque se demite perante a aprovação de uma lei que dificilmente poderia ter efeitos retroativos sobre a sua situação e dos restantes administradores?
  3. Se a demissão é provocada pela obrigatoriedade de entrega das declarações, não faria sentido que tivesse acontecimento há mais tempo (há semanas que o Governo, o PR e o TC disseram que teriam de as entregar)?
  4. Demitindo-se a Administração da Caixa pelo incumprimento do alegado acordo com o Governo para que os seus membros não entregassem as tais declarações, não são exigidas também responsabilidades políticas?
  5. Quem fez, se fez, o acordo? E fica com condições de se manter no Governo?
  6. Costa sabia ou não do acordo? E Marcelo, aprovou a lei que alterou o estatuto dos gestores públicos e não sabia de nada?
  7. Existem ou não mails a confirmar a existência de um acordo entre Domingues e o Governo?
  8. Por matérias muito menores já se fizeram inquéritos parlamentares no Parlamento.

Agora, não me venham é com o argumento de que a Caixa é tão mas tão importante, e está metida num processo de recapitalização decisivo, que o melhor mesmo é não fazer muitas perguntas. "

AH! HOJE ESTÁ A SER NOTICIADO QUE ANTÓNIO DOMINGUES E OUTOS TERÃO JÁ ENTREGUE AS RESPECTIVAS DECLARAÇÕES AO TC.

ADENDA - Podem dar as voltas que quiserem, inventar histórias e mesmo distorcer factos. O caso Caixa Geral de Depósitos é o reflexo de um país à deriva. Num cenário de profunda instabilidade do sistema financeiro foi possível manter o maior banco português literalmente parado por teimosias pessoais, atitudes déspotas e uma gestão política completamente inapta. Como se a demissão de António Domingues fosse uma vitória. Como se o processo tivesse decorrido bem desde o início. Como se o Governo não tivesse aprovado que os contribuintes vão dar até 2,7 mil milhões do seu dinheiro à Caixa. A tentativa vã de desvalorização do tema aponta já para uma clara desresponsabilização política por parte de todos os intervenientes. Pim, Pan, Pum, cada bola falha um. No fim do dia a culpa de tudo o que se perdeu com esta novela vai cair apenas nos ombros de António Domingues. Consequências e responsabilidade política é algo que António Costa retirou do seu léxico.
Aliás, para o PS a culpa de tudo o que aconteceu é do PSD e do CDS.
Bruxelas está atenta(embora por vezes dê a impressão do contrário/como p.ex. ter reunido com António Domingues antes mesmo de este ter ligação formal à CGD)ou de "cócoras"? e o BCE só pode achar que em Portugal está tudo louco. Andaram a negociar um aumento de capital indispensável para a Caixa, conseguiram o mais difícil que foi aprovar uma injeção de dinheiro público sem que fosse considerado ajuda pública, e sete meses depois afinal a administração cai e o aumento de capital é só para o ano(aliás e se tal não fosse um mero acaso?é que António Costa e Mário Centeno sempre disseram que seria até final de 2016/não terá nada a ver com a questão do défice custe o que custar?). Para os mais esquecidos, desde Abril que é público que António Domingues ia ser o novo presidente da Caixa.....EH! A "NOVELA" CGD PARECE QUE CONTINUARÁ.....

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publicado às 21:16



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