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PENSÕES DE REFORMA...QUE FUTURO?

por O Fiscal, em 26.11.13

                                                      O QUE DIZ A OCDE?

 http://www.publico.pt/economia/noticia/futuros-pensionistas-vao-receber-pensoes-mais-baixas-mesmo-que-trabalhem-mais-tempo-1613978

 

                                                       

Futuros pensionistas vão receber pensões mais baixas, mesmo que trabalhem mais tempo

OCDE destaca que reformas levadas a cabo em Portugal têm protegido os rendimentos mais baixos.

OCDE diz que Porutgal e Grécia têm protegido os pensionistas mais pobres. Foto: Dário Cruz

Mesmo que trabalhem mais tempo, os futuros pensionistas vão receber pensões mais baixas do que os actuais. Mas Portugal e Grécia destacam-se como os países que têm revelado mais preocupação em proteger os rendimentos mais baixos. O alerta partiu da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que esta terça-feira divulgou um relatório que traça um retrato das reformas dos sistemas de pensões nos 34 países que representa.

“Os direitos dos futuros pensionistas serão, de uma forma geral, mais baixos e nem todos os países prevêem uma protecção especial para os baixos rendimentos. Os trabalhadores com carreiras contributivas incompletas irão debater-se com dificuldades para alcançar uma pensão adequada nos sistemas públicos e ainda mais nos sistemas privados de pensões que, geralmente, não têm um carácter redistributivo” em relação aos pensionistas mais pobres, refere a OCDE no documento Pensions at a Glace 2013.

A organização destaca Portugal como um dos países, à semelhança da Grécia, que tem vindo a reformar o seu sistema de pensões e ao mesmo tempo tem tentado proteger os pensionistas com rendimentos mais baixos.

“Na Grécia e em Portugal, a redução das pensões é consideravelmente menor para os pensionistas que estão no último quarto da distribuição de rendimentos", destaca o relatório. E tal como na maioria dos países, excepto na Suécia, os rendimentos mais elevados serão os mais afectados pelas reformas. Na Grécia, por exemplo, as pensões futuras dos 10% mais ricos serão metade do que seriam se as reformas não tivessem sido feitas. “O mesmo é verdade para o México, enquanto em Portugal o grupo dos rendimentos mais elevados terá uma redução de cerca de 40% nas suas pensões”, refere a OCDE.

No relatório agora apresentado, a organização com sede em Paris deixa outro alerta: “A retracção dos sistemas públicos de pensões, a tendência para trabalhar mais anos e uma maior dependência dos sistemas privados de pensões pode aumentar a desigualdade entre os aposentados”.

A OCDE dá conta de duas tendências globais. Em 2050, a idade de acesso à pensão será de 67 anos na maioria dos países da OCDE e as reformas dos sistemas de pensões feitas nas últimas duas décadas reduziram as pensões prometidas aos que agora estão a entrar no mercado de trabalho. “Trabalhar mais tempo pode ajudar a compensar parte dessa redução, mas cada ano de contribuição para a futura pensão resulta num benefício menor do que antes das reformas levadas a cabo”, conclui a OCDE.

Por outro lado, a organização liderada por Angel Gurría, destaca que aumentar a idade de acesso à pensão não será suficiente para garantir que as pessoas ficam efectivamente no mercado de trabalho e sugere que o tema seja abordado de forma “holística” que tenha em conta o envelhecimento activo da população.

Em 2009, a OCDE notava que os pensionistas foram poupados da redução dos benefícios e em alguns casos até viram as suas reformas aumentar na sequência dos programas de estímulo à economia lançados na altura para responder à crise económica e financeira. “Mas em 2013 esse já não é o caso”, diz a OCDE quatro anos depois.

“Dada a sua grande incidência na despesa pública global – cerca de 17% em média, nos países da OCDE (que varia entre os 3% da Islândia e os 30% de Itália) – as pensões estão agora também a ser alvo de programas de consolidação orçamental”, refere a organização.

 

                                                                 DIREI EU!


COMO DECLARAÇÃO DE INTERESSES...SOU APOSENTADO DA FUNÇÃO PÚBLICA...                                                                                              VERDADES INSUFISMÁVEIS DA OCDE...1 - FUTUROS PENSIONISTAS TERÃO PENSÕES MAIS BAIXAS...2 - O ACTUAL GOVERNO PORTUGUÊS NAS MUDANÇAS QUE TEM PROCURADO INTRODUZIR TEM ACAUTELADO OS RENDIMENTOS E PENSÕES MAIS BAIXOS ONERANDO MAIS OS QUE MAIS TÊM...3-O OCORRIDO EM 2009 NÃO É REPETÍVEL EM 2013...

 TENHO 65 ANOS..APOSENTEI-ME HÁ 12 ANOS APÓS MAIS DE 36 ANOS DE SERVIÇO COM UMA PENSÃO ILIQUIDA DE 2.966 EUROS/LÍQUIDA DE CERCA DE 2.200...HOJE JÁ SÓ RECEBO CERCA DE 1. 900 ESTANDO EM VIAS DE SOFRER NOVO CORTE...ACHO INJUSTO MAS NÃO SOU DOS QUE ANDAM AÍ PELA RUA OU PELOS MÉDIA A " GRITAR ISTO E AQUILO " SIMPLESMENTE PORQUE SOU DOS QUE PERCEBERAM HÁ UMA DÚZIA DE ANOS ATRÁS QUE ERA PARA AQUI QUE ESTAVAMOS A SER CONDUZIDOS, INFELIZMENTE POR POLÍTICOS IRRESPONSÁVEIS, MUITOS DOS QUAIS ANDAM POR AÍ A " INSULTAR " OS QUE TENTAM " REMEDIAR " O PROBLEMA, QUANDO O QUE ELES DEVIAM TER FEITO FACE ÁS CONTINGÊNCIAS QUE JÁ SE VISLUMBRAVAM ERA O DE IREM INTRODUZINDO CORRECÇÕES GRADUAIS NOS SISTEMAS E NÃO " EMPURRANDO COM A BARRIGA " ATÉ Á CHEGADA AO AEROPORTO DA PORTELA DE 3 PERSONALIDADES ESTRANGEIRAS QUE NOS IMPUSERAM AGORA " DE FACA AO PEITO " O QUE DEVIAM TER PROCURADO EVITAR...É UM FACTO QUE QUEM HOJE TEM " O VIL FARDO! " SOB AQUELA " PATA ESTRANGEIRA " DE TENTAR " REMENDAR " O QUE AQUELOUTROS NÃO QUIZERAM ENCARAR TEM COMETIDO ERROS(DESDE NÃO TER COMEÇADO NO VERÃO DE 2011 PELO QUE SE IMPUNHA Á FRACA ESTRATÉGIA EXPLICATIVA DO QUE TEM DE SER FEITO E PORQUÊ) MAS " ME DESCULPEM " ISSO NÃO JUSTIFICA QUE CERTAS " PESSOAS " QUE ENCHEM A BOCA PARA SE DIZEREM DEMOCRATAS SE COMPORTEM HOJE " NA PRAÇA PÚBLICA " DE MODO " TORPE/INTERESSEIRO "...

 

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publicado às 18:04


VAIAS E APUPOS...SERÃO MESMO " MODA "?

por O Fiscal, em 25.11.13

http://www.publico.pt/politica/noticia/maria-cavaco-silva-recebida-com-apupos-e-assobios-na-moita-1613861

 

Maria Cavaco Silva recebida com apupos e assobios na Moita

Miguel Madeira

A primeira-dama, Maria Cavaco Silva, foi recebida esta segunda-feira de manhã com apupos e assobios no concelho da Moita, onde participou na inauguração de uma residência para pessoas com doenças raras da associação Raríssimas.

Maria Cavaco Silva, que é a madrinha da associação, tinha à sua espera cerca de duas centenas de pessoas que se manifestavam contra o Orçamento de Estado e exigiam a demissão do Governo. Outras figuras presentes, como o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, foram também alvo de vaias e assobios.

"Vêm membros do Governo para aqui e a primeira-dama, e nós estamos aqui a dizer que não estamos de acordo com esta política, que é preciso demitir o Governo e convocar eleições antecipadas", disse Luís Leitão, da União de Sindicatos de Setúbal.

Os manifestantes, na sua maioria funcionários da Câmara da Moita, esperaram mais de uma hora junto à Casa dos Marcos, a nova estrutura residencial, pela chegada de Maria Cavaco Silva.

Já depois da cerimónia de inauguração, e quando se preparavam para iniciar a visita ao novo espaço, as personalidades presentes foram de novo vaiadas, com palavras de ordem como "é preciso um política diferente" ou "está na hora de o Governo ir embora".

"Não estamos de acordo com este Orçamento, que é injusto. Aumenta os horários de trabalho e diminui os salários dos trabalhadores da função pública e da administração local. Estamos aqui a dizer que o país não vai lá com estas políticas, basta de sacrifícios e de reduzir salários", concluiu o sindicalista.

 

  

Comentários:

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Há aqui factos dignos de realce...1º- custa-me a crer que a maioria dos manifestantes presentes sejam funcionários da CM da Moita a não ser que estivessem ou de greve ou com baixa médica pois estariam ausentes do local de trabalho..2- mesmo que sejam funcionários da CMM acredito que pertençam mais ao grupo dos que têm sido ou serão menos afectados por cortes salariais..3- estarão os sindicalistas de facto a serem coerentes com as suas actuais posições?..tenho imensas dúvidas..porquê?..ao defenderem oposição total sem que alvitrem alternativa a certas medidas previstas para atingirem funcionários públicos parece que estão a descurar os privados a não ser que sejam tudo menos verdadeiros sindicalistas estando contra tudo e todos...ah! por sinal sou aposentado da FP dos mais afectados...!!!

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publicado às 18:51


A PROPÓSITO DE HOMENAGENS!

por O Fiscal, em 24.11.13

HÁ PORTUGUESES QUE MERECEM SER OBJECTO DE HOMENAGEM PÚBLICA...UM DELES É O SR. RAMALHO EANES...A QUEM AMANHÃ VAI SER PRESTADO ESSE TRIBUTO...PARECE TER SIDO ESCOLHIDO PARA O EFEITO PRECISAMENTE O DIA DE CALENDÁRIO QUE OCORRE NESTA 2ª FEIRA...

  QUE DIZER AFINAL:

 

http://www.publico.pt/politica/noticia/eanes-e-uma-decisao-definitiva-nao-penso-voltar-a-politica-1613770

 

 

Eanes: “É uma decisão definitiva, não penso voltar à política"

Defende o consenso para mobilizar a sociedade. Não crítica Cavaco, afirma que as actuais eleitores estão melhor preparadas, mas lamenta os cortes transversais no ensino.

Eanes vai ser homenageado na segunda-feira Enric Vives-Rubio

 

“Dali não vai sair uma pomba, nenhum coelho. É uma decisão definitiva, não penso voltar à política”. No terceiro andar do edifício Presidente, das Avenidas Novas, em Lisboa, Ramalho Eanes fala ao PÚBLICO dias antes da homenagem que esta segunda-feira lhe é prestada no auditório da FIL.

A quem suspeita que o acto é rampa de lançamento de futura acção política, o ex-Presidente desmente. Esgrime o argumento da idade, não tece críticas demolidoras aos actuais poderes. Está preocupado com o país, mas é moderado no verbo.

“A acção política deve ser deixada aos jovens, não a acção cívica que é uma responsabilidade social de todos.” É desta forma que Eanes desenha a separação de águas. “Tenho desenvolvido uma longa actividade cívica, fiz centenas de conferências em que defendi a reforma do Estado”, revela. “Os ex-Presidentes são atracções baratas”, enuncia com humor.

“Tenho tentado fazer o que posso, mas não tenho sido ouvido”, afirma: “Que posso fazer? Tenho 78 anos, estou no fim da vida, tenho um presente que já não tem futuro. O que poderei fazer é alertar os portugueses, não posso fazer mais que isso.” Soa a resignação. Talvez por isso, Eanes tenha hesitado em aceitar ser homenageado.

“Os promotores falaram comigo uma vez, disse que não concordava com a homenagem”, revela. “Pretendem sublinhar o que eu fiz, que foi o que quase todos os homens em Portugal fazem, actuar no limite das capacidades de cada um e desenvolver a comunidade a que pertence”, contesta. “Dizem que me envolvi de maneira coerente nessa responsabilidade social, que sou um exemplo que querem sublinhar, é a opinião deles”, diz a contragosto.

O antigo Presidente da República admite que se empenhou: “Uma vez com sucesso, outras sem sucesso”. Um balanço imperfeito, portanto. “Estou num dilema, tenho que mostrar agradecimento e não tomar uma posição que seja encarada como arrogância”, pondera. Foi no fim da tarde da passada quinta-feira. Um dia depois, confirmou a sua presença no final do acto desta tarde.

“Quando olho para o país sinto uma certa angústia, preocupa-me que hoje os pais preparem os filhos para irem para fora”, diz. A frase é pronunciada em tom baixo. Sem exaltação. São as palavras mais duras que, ao longo de hora e meia de conversa, se lhe ouvem. Prefere a análise. A crise de valores, o capitalismo weberiano estilhaçado pelo capitalismo “de casino”. Especulativo. “Sempre gastámos mais do que produzimos, mais cedo ou mais tarde isso levaria a uma ruptura que necessita novos instrumentos, novas estratégias e processos”, enumera.

“As elites não fizeram a reflexão necessária quando, em 1974, perdemos o Império, e não foi desenhada uma estratégia nacional mobilizadora para identificar as nossas vulnerabilidades e possibilidades, passámos da descolonização à internacionalização.” A reflexão contínua. “Fizemos do projecto europeu o nosso projecto, o drama é que não há projecto europeu definido, a Europa é uma realidade com diferenças várias em matéria fiscal e de solidariedade social”, enumera. Não é antieuropeu: “Foi correcto termos entrado na União Europeia, mas devíamos ter entrado com a nossa estratégia.”

Defende que o futuro exige políticas de emancipação do Homem. Baseada no ensino, da primária à universidade que concretize a igualdade de oportunidades. “Por isso, preocupo-me quando vejo os cortes transversais no ensino, que não exceptuam as escolas e as universidades”, critica. Mas contrapõe que “as elites actuais têm mais formação, são mais cosmopolitas, estão melhor preparadas para este novo tempo”. Recorda um êxito da sociedade civil: o estudo que pôs termo à construção do aeroporto da OTA. “Quando a sociedade civil tem capacidade de se empenhar consegue que a acção política seja mais correcta”, refere.

É defensor do consenso para mobilizar a sociedade. “O actual Presidente da República tem dirigido ao país mensagens de estímulo correctas, é através de um consenso sobre a reforma do Estado e a modernização que o país pode assentar em alicerces sólidos”, destaca. Exemplifica: “O Presidente tem tido uma atitude proactiva nos apelos que faz à sociedade, como ocorreu no Verão passado.” No entanto, reconhece que “os nossos partidos políticos privilegiam o combate ideológico, esquecendo a necessidade de cooperação”.

Mas, diz, “a responsabilidade é de todos”. Ele, como afirma, foi apenas mais um.

 

  

Comentários:

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

"Declaração de Interesses - fiz parte das CNARPE´s(1976 e 1980)"..Eanes é digno de homenagem?..obviamente que sim..contudo não concordo com a escolha de - 25/11..porquê?..é que Eanes no seu papel fundamental em 25 de Novembro de 1975 não pode ofuscar o também devido a um bom punhado de militares(que me escuso a nomear no receio de me escapar algum)..a minha admiração por RE mantem-se hoje como foi desde 25/4/74..para mim..RE quer como militar quer como cidadão sempre foi uma referência mas isso não me impede ao mesmo tempo de lhe reconhecer excelentes virtudes(de que destaco a honestidade, seriedade e desapego material) mas também alguns defeitos(aliás todos nós assim sômos mais positiva ou negativamente) de que destaco a sua fraqueza quando sendo PR se deixou envolver na criação do PRD!!!

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publicado às 21:47

NA NOITE DA PASSADA 5ª FEIRA DIA 21 DESTE FRIORENTO NOVEMBRO EM LISBOA NA AULA MAGNA UM GRUPO DE CERTAS INDIVIDUALIDES QUE SE AUTO INTITULAM DE " DEMOCRATAS "APELARAM (DIRIA MESMO INCITARAM) Á VIOLÊNCIA NO SENTIDO DO DERRUBE IMEDIATO CUSTE O QUE CUSTAR DO PR E PM ENQUANTO OUTROS NA PLATEIA EXULTAVAM EM APLAUSOS E GRITOS DE " IMPROPÉRIOS " RELATIVAMENTE ÁQUELES TITULARES DE ÓRGÃOS DE SOBERANIA LIVRE E DEMOCRÁTICAMENTE ELEITOS PELOS PORTUGUESES...

 OCORREM-ME DUAS GRANDES DÚVIDAS.....1 -NÃO HÁ AQUI MATÉRIA PREVISTA NO CÓDIGO PENAL?

                                                          2 -NÃO HÁ AQUI OBRIGATORIEDADE DE INTERVENÇÃO DA PRG?

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publicado às 22:51


ENCONTROS COM A MORTE!

por O Fiscal, em 22.11.13

 

 

http://www.publico.pt/multimedia/video/jfk-tenho-um-encontro-com-a-morte-2013112273758

 

JFK: «Tenho um encontro com a morte»

Poema profético dito pelo malogrado presidente norte-americano

 

 NOTE-SE....É IMPORTANTE VISIONAR O VÍDEO SUPRA REFERIDO...

 

   

Comentários:

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Todos nós..têmos um encontro com a morte..só que "na minha opinião" esse encontro para alguns acaba por revestir-se de enorme perplexidade..foi o caso..tinha eu 15 anos quando(em 22/11/63) isso aconteceu a " John Kennedy" e apercebi-me como muita e muita gente ficou "incrédula"..mas também foi o caso..tinha eu então já 32 anos quando(em 4/12/80) isso aconteceu a " Sá Carneiro " e para mim(embora encontando-me na altura no campo político da luta eleitoral para a Presidência da República do lado oposto ao de SC) tal deixou-me completamente "triste e estarrecido"..hoje já vou nos 65 anos..passaram 50 anos do primeiro e estamos á beira de completar 33 anos da passagem do segundo..e não é que..considero que continuamos a não perceber simplesmente o " porquê " desses encontros com a morte...!!!

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publicado às 22:52


AINDA OS SWAPS...SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL?

por O Fiscal, em 21.11.13

EM MINHA OPINIÃO CLARO QUE SIM:

 

http://www.publico.pt/economia/noticia/ps-e-psd-unidos-para-chumbar-audicao-a-sirio-que-alertou-para-riscos-dos-swaps-1613259

 

PS e PSD unidos para chumbar audição a sírio que alertou para riscos dos swaps

Jaber Jabbour disponibilizou-se para ser ouvido na comissão de inquérito, mas partidos consideraram que não enviou informação relevante.

Num capítulo inédito do caso dos swaps, o PS e o PSD uniram-se para chumbar a audição a Jaber G. Jabbour, o ex-quadro do Goldman Sachs que alertou para os riscos destes produtos em 2009, na comissão de inquérito que decorre no Parlamento. Os partidos consideraram que o consultor de origem síria não tinha enviado informação suficientemente relevante para ser chamado à Assembleia da República.

Numa reunião de coordenadores da comissão, a 6 de Novembro, os socialistas e os sociais-democratas inviabilizaram um requerimento que tinha sido apresentado pelo Partido Comunista Português (PCP), na sequência de uma notícia avançada pelo PÚBLICO. De acordo com o deputado comunista Paulo Sá, o partido considerou que “face à documentação que tinha sido enviada [pelo ex-quadro do Goldman Sachs] ao Parlamento, faria todo o sentido agendar uma audição, mas o PS e o PSD manifestaram total oposição”.

Já tinha havido um debate em redor deste tema em Outubro, mas os deputados consensualizaram pedir mais informações ao consultor sírio. Foi já com esta documentação nas mãos, que tomaram uma decisão final no início de Dezembro. Paulo Sá referiu ainda que “a informação enviada demonstra que, apesar dos contactos mantidos nos últimos seis anos entre Jaber G. Jabbour e diferentes empresas públicas e entidades governamentais, nem o anterior, nem o actual Governo lhe deram ouvidos”. O deputado comunista explicou que, na reunião de 6 de Novembro, o Bloco de Esquerda (BE) esteve ao lado do PCP, manifestando “abertura para agendar a audição caso os comunistas desejassem fazê-lo”.

Contactada pelo PÚBLICO, Ana Catarina Mendes, que é também coordenadora da comissão de inquérito, confirmou que o PS se opôs à vinda do ex-quadro do Goldman Sachs, que criou a consultora Ethos em Londres. “Foi rejeitado porque os documentos que chegaram à comissão não eram suficientes, nem relevantes”, justificou. Do lado do PSD, Adão Silva referiu que o partido “nunca bloqueou nenhuma audição que trouxesse matéria substantiva”, acrescentando que chamar o consultor “não tem pertinência no quadro proposto pela comissão”.

Já a deputada Mariana Mortágua explicou que “o BE não inviabilizou a audição porque não tem por princípio impedir a vinda de ninguém à comissão”. No entanto, a bloquista garantiu que “houve uma decisão de consenso” na reunião de 6 de Novembro. “Consideramos que todas as informações que puderem ser prestadas são relevantes, mas enquanto não houver informação que justifique uma decisão vamos ter prudência”, rematou.

O CDS não esteve representado na reunião de 6 de Novembro.

Um enredo com seis anos
Ao que o PÚBLICO apurou, Jaber G. Jabbour enviou um conjunto de emails à comissão de inquérito, mas a maioria não tinha resposta dos destinatários. Já esta semana, depois do chumbo da audição, remeteu novos documentos ao Parlamento, desta vez sobre a relação entre as empresas públicas e os bancos que comercializaram swaps (produtos destinados a cobrir o risco de variação das taxas de juro. Foram também enviados documentos que demonstram que as poupanças que o Governo alega que conseguiu com a liquidação antecipada de contratos são muito inferiores aos 500 milhões anunciados.

Apesar de ainda haver audições marcadas para a próxima semana, dificilmente haverá margem para ouvir o consultor de origem síria. Apesar do envio de novas informações, a maioria dos partidos considera que a decisão já está tomada. Na quarta e na quarta e quinta-feira vão decorrer as últimas audições, encerrando-se este capítulo e passando-se para a fase de produção do relatório. João Moreira Rato, presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) será ouvido primeiro, e pela segunda vez desde que o inquérito arrancou, seguindo-se a ministra das Finanças. No caso da ministra das Finanças, será a terceira vez que é ouvida sobre este caso na Assembleia da República.

Desde Maio deste ano que o ex-quadro do Goldman Sachs tenta ser ouvido no Parlamento, tendo nessa altura enviado uma carta à comissão em que se disponibilizava para uma audição. Contactado pelo PÚBLICO em Setembro, Jaber G. Jabbour respondeu que pretendia ser ouvido porque “sentiu que, tendo em conta o trabalho desenvolvido nesta área, tinha o dever de expressar a disponibilidade para partilhar com o Parlamento português as conclusões que retirou sobre os swaps do sector público”.

Tal como o PÚBLICO avançou, os primeiros contactos entre o consultor sírio, que trabalhou num departamento do Goldman Sachs que lidava com swaps, e o anterior Governo PS começaram em 2009. A intenção era vender os serviços da Ethos, que faz consultoria na reestruturação deste tipo de produtos, mas acabou por ir dando alertas para os riscos deste derivados, que acumularam perdas potenciais superiores a 3000 milhões de euros. A única empresa pública que o contratou foi a Metro do Porto, para a qual renegociações dois instrumentos de cobertura de risco.

As interacções promovidas por Jaber G. Jabbour envolvem gestores públicos, altos quadros de organismos do Estado como o IGCP, o Banco de Portugal e membros da equipa do ex-secretário de Estado do Tesouro do PS, Carlos Costa Pina, e da actual ministra das Finanças. O consultor também entrou em contacto com responsáveis máximos do Fundo Monetário Internacional em 2011 para alertar para a situação que estava a ser criada em Portugal. Ao PÚBLICO, o ex-quadro do Goldman Sachs explicou que se dirigiu à instituição hoje liderada por Christine Lagarde porque “sentiu que o caso dos swaps não estava a ser levado a sério pelas autoridades portuguesas” e garantiu que “na sequência desses contactos, o FMI tomou medidas concretas junto das autoridades portuguesas”.

  

Comentários:

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Parece haver aqui algo esquisito...será que o Bloco Central ( PS + PSD ) estará a querer evitar que se conheça algo sobre os " Swaps " ?...ou será que o ex-quadro do Goldman Sachs sr. Jaber G. Jabbour ( que por sinal até aparece ressalvado ser sírio/o que não comprendo ser para aqui importante) para socialistas e sociais democratas não é merecedor de qualquer credibilidade?...ás vezes até faz desconfiar que o tal ditado ««« Quem não deve não teme »»» só se aplica quando convém...é que...em tantas e tantas comissões de inquérito na AR se têm vindo a ver por vezes presenças de pessoas em audição que pouco ou nada de concrecto adiantam sobre a matéria em causa(mais parecendo para pura especulação ou aproveitamento) que quiçá não se perdesse nada antes pelo contrário em ouvir o sr. Jaber..!!!

 

 

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publicado às 19:41

ONTEM...DEBRUCEI-ME SOBRE O SR. MÁRIO SOARES...HOJE DEPARO-ME NOVAMENTE COM ELE E COM O SR. MANUEL ALEGRE...

http://www.publico.pt/politica/noticia/naturalmente-demitase-sugere-mario-soares-a-cavaco-silva-1613263

Naturalmente demita-se, sugere Mário Soares a Cavaco Silva

Vídeo

Vídeo

 

 

"PS não pode comprometer-se com programa cautelar sem relegitimação democrática", diz Manuel Alegre

Manuel Alegre junta-se às vozes críticas do PS e afirma a necessidade de eleições legislativas antecipadas para um discussão dos cenários pós-troika.

 

Comentários:

JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

O actual PS..ou melhor certos socialistas " gágás e meninos birrentos " são uma autêntica tristeza..movem-se por interesses mesquinhos que os cegam mesmo perante " um historial socialista " a quem o país tanto deve..que pena eu tenho de todo um esforço desprendido que emprestei nos primeiros 27 anos da nossa actual democracia ao lado dos socialistas para depois termos chegado ao que chegámos em 2011..ver ora o que alegam "entristece-me" pois não se compadecem mesmo a por em causa princípios básicos democráticos por que tanto se lutou..chega até a grassar as raias dos verdadeiros reacionários que sempre se opõem á legitimidade democrática ditada pelo poder soberano do voto em eleições livres..esquecem-se fácilmente no que hoje exigem ao que lhes foi proporcionado pelos que ora acusam..!!!

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publicado às 20:09

MAIS UM EXEMPLO?


http://www.publico.pt/economia/noticia/funcao-publica-e-pensionistas-da-cga-recebem-subsidio-de-ferias-no-natal-1613129


Função pública e pensionistas da CGA recebem subsídio de férias no Natal

Acerto do IRS tira parte do subsídio. Pensionistas podem perder mais de 45% e função pública 35%.

Rui Gaudêncio

 

Os trabalhadores do sector público e os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações (CGA) começam nesta quarta-feira a receber a totalidade ou parte (a que não foi paga em Junho) do subsídio de férias, no dia em que habitualmente lhes era pago o subsídio de Natal. Mas quando consultarem o extracto bancário, os mais distraídos poderão ter uma surpresa. É que o valor do subsídio será menor do que o esperado, devido ao acerto das tabelas de retenção na fonte do IRS.

 

O Ministério das Finanças garante que “o subsídio é pago com o vencimento de Novembro”, de acordo com o calendário que consta do aviso 14.589/2011. Na prática, isto significa que a prestação será paga aos trabalhadores entre 20 e 23 de Novembro. De acordo com os calendários consultados pelo PÚBLICO, alguns pensionistas da CGA já terão recebido na sexta-feira e os restantes também receberão no dia 20. No caso da Segurança Social, o pagamento será efectuado em Dezembro.

 

O impacto dos acertos do IRS depende do valor dos subsídios. Para os reformados com pensões na ordem dos 800 euros, o impacto é nulo, mas para quem recebe acima deste valor os cortes podem ultrapassar os 45%. De acordo com os cálculos efectuados para o PÚBLICO pela consultora PwC (PricewaterhouseCoopers), o impacto é mais visível nas pensões mais elevadas. No caso dos funcionários públicos o impacto é relativamente menor, mas nas remunerações mais altas pode rondar os 35%.

 

Acerto do IRS tira parte do subsídio
Este acerto decorre do facto de, em 2013, o Governo ter determinado um corte ou redução dos subsídios de férias pagos a funcionários públicos e pensionistas com salários brutos acima de 600 euros. As tabelas de retenção na fonte do IRS foram construídas com base no pressuposto de que funcionários e pensionistas apenas receberiam 13 meses, em vez dos habituais 14. Mas, em Abril, o Tribunal Constitucional chumbou o corte do subsídio de férias.

 

Para responder ao acórdão, o Governo, em vez de pagar o subsídio de férias em Junho e Julho como é habitual, optou por adiar o pagamento para Novembro e Dezembro, alegando razões de tesouraria e de regularidade do ritmo da execução orçamental.

 

A decisão obrigou a rever as tabelas de retenção dos pensionistas e a aplicar aos funcionários públicos as tabelas dos trabalhadores do privado. Mas também aqui se decidiu que o acerto apenas seria feito com o pagamento da totalidade do subsídio, o que explica os “cortes” identificados nas simulações.

 

Em 2013, os funcionários públicos e os pensionistas estão a receber o subsídio de Natal em duodécimos. Já o subsídio de férias é pago em dois momentos. Quem tem salários ou pensões brutas até 600 euros recebeu a totalidade do seu subsídio em Junho ou Julho. Quem tem rendimentos de salários ou pensões de 600 a 1100 recebeu parte antes do Verão e receberá a restante agora.

 

No caso dos aposentados com pensões acima de 1100 euros, receberam 10% do subsídio de férias em Julho e receberão os restantes 90% antes do Natal. Os funcionários do Estado com remunerações acima deste montante só agora verão devolvida a totalidade do subsídio.

 

Comércio beneficia
O comércio tem algumas expectativas quanto ao efeito no consumo interno da reposição da totalidade do subsídio de férias dos funcionários públicos e pensionistas. “Os valores que vão ser pagos são, em muitos casos, significativos”, admitiu à agência Lusa o presidente da Confederação do Comércio e Serviços, João Vieira Lopes.

 

O dirigente destaca que haverá “mais alguma disponibilidade para gastar” no Natal, depois de, nos últimos dois anos, se terem registado quedas médias na ordem dos 10% a 15%. Mas tem dificuldade em quantificar o impacto.

“Se, por um lado, poderá haver mais alguma disponibilidade financeira, por outro, não se consegue avaliar o impacto negativo de ameaças como o documento do FMI [o relatório da oitava e nona avaliações divulgado na semana passada] ou até a maneira como tem sido encarado pela opinião pública o Orçamento de Estado”, explicou o presidente da confederação


 

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JOÃO ALEXANDRE-ABRANTES

Aposentado , Abrantes

Embora aqui o JP seja cauteloso na abordagem desta temática não posso deixar de criticar a TVI24 pela mesma noticiação que vi no seu jornal das 14h em que apontava para corte a pensionistas que ultrapassaria os 60% dando mesmo um exemplo..subsídio que deveria ser de á volta de 2.000 receberia á volta de 900..penso que estão a falar em termos do líquido...ora sendo assim nada mais falso..porquanto sou um pensionista cuja pensão líquida normal vem sendo á volta dos 1.900 foi-me pago agora de subsídio á volta de 1.100(a que terá de acrescer á volta de 270 já pago em julho) ou seja de SF acabo por receber á volta de 70%..é claro que este "corte!" deve-se aos acertos de descontos normais e da nova retenção do IRS rectroactivamente o que me parece favorável..é assim de lamentar certa informação!




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publicado às 00:39


MÁRIO SOARES...AINDA UM MITO?

por O Fiscal, em 19.11.13

JÁ MUITO TENHO OPINADO SOBRE " MÁRIO SOARES " DE OUTRORA E DE AGORA...ELE E OS MÉDIA CONTINUAM A SURPREENDER-NOS...NA MINHA OPINIÃO...NOS ÚLTIMOS TEMPOS COM AUTÊNTICASDIRIA " BABOSEIRAS! "...VEJA-SE A ÚLTIMA:

http://www.noticiasaominuto.com/politica/133034/demitam-se-enquanto-e-tempo-antes-que-lhes-aconteca-o-pior#.UoutbuIau_I

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Soares "Demitam-se enquanto é tempo. Antes que lhes aconteça o pior"
O antigo Presidente da República, Mário Soares, deixa, no artigo de opinião que assina esta terça-feira no Diário de Notícias, um conjunto de recados ao Executivo de Pedro de Passos Coelho e ao Presidente da República, Cavaco Silva. Tendo como objectivo evitar a “violência que aí vem”, o histórico socialista aconselha: “Demitam-se, pois, enquanto é tempo: Presidente e Governo. Antes que lhes aconteça o pior”.
Política
Demitam-se enquanto é tempo. Antes que lhes aconteça o pior
DR

Dando continuidade a uma linha de raciocínio que há muito vem a defender, o antigo chefe de Estado, Mário Soares, reitera, no artigo de opinião que assina hoje no Diário de Notícias, que, “ao contrário do que diz a propaganda do Governo, Portugal está paralisado, sem rumo, sem ética e é cada vez mais um protectorado da troika”.

E o histórico socialista vai mais longe ao afirmar que o País “está a caminhar para uma espécie de ditadura”, considerando que a subserviência do Executivo face aos credores internacionais, conduzirá a população “à miséria, ao desemprego, ao suicídio, à criminalidade e à emigração”.

Posto isto, justifica Soares, “quando digo que este Governo está moribundo (…) entenda-se que não o faço por razões político-ideológicas ou político-sociais. É tão-só para evitar, enquanto é tempo, a violência que vem aí”.

É neste sentido que “falo alto e bom som e digo a verdade aos portugueses”, explica Soares, deixando o recado: “Demitam-se, pois, enquanto é tempo: Presidente e Governo. Antes que lhes aconteça o pior”.

Dirigindo-se em particular a Cavaco Silva, o antigo Presidente da República insiste: “Faça o que deve, demita-se enquanto pode ir para casa sossegado. Só lhe faltam dois anos. Não arrisque deixar desencadear a violência. É o pior que nos pode acontecer”

 

 

SOBRE O QUE VEM DIZENDO E ESCREVENDO ULTIMAMENTE O SR. MÁRIO SOARES DEIXARIA AQUI UMA OPINIÃO QUE SUBSCREVO NA ÍNTEGRA(ALIÁS EM MUITO NA LINHA DO QUE TENHO MANIFESTADO) MAS QUE NÃO CONSEGUIRIA EXPLANAR DE MODO TÃO CONCISO:

http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=92734&opiniao=Pol%EDtica%20a%20S%E9rio

Um mito em desconstrução
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18 de Novembro, 2013por José António Saraiva

Tinha decidido não voltar a escrever sobre Mário Soares, porque este deixou de fazer parte do mundo da política para integrar outra realidade, outro mundo, outra galeria de personagens.

Não faz hoje qualquer sentido comentar ‘politicamente’ as afirmações do fundador do PS. Mas existe um problema de outra natureza: Mário Soares está a destruir dia após dia a imagem respeitável que construiu ao longo de décadas. 

Todas as vezes que abre hoje a boca retira mais uma pedra da sua estátua imaginária. Vai pondo a nu os defeitos que antes conseguia esconder – e lança dúvidas sobre algumas qualidades que se lhe reconheciam.

Soares nunca foi um ideólogo, nem um pensador, nem um modelo de virtudes, nem um poço de cultura, nem sequer um estadista. Soares sempre foi um hábil ‘manejador da política’, pouco preocupado com a coerência, implacável com todos os que se lhe atravessaram na frente, egocêntrico em alto grau Colocou-se sempre a si próprio à frente de tudo – da família, do partido e mesmo do país. 

Mas a habilidade com que manejava a política foi escondendo as características negativas e valorizando as virtudes. Encontrei muita gente, tanto à esquerda como à direita, que olhava para Mário Soares com uma veneração quase religiosa. Ora, esta sua involução acelerada está a pôr tudo em causa.  Há quem diga que isso tem pouca importância, porque aquilo que de bom Soares fez está feito, a obra está lá – e o que ele diz agora é irrelevante. É fácil ver como isto não é verdade.

O processo começou em 1999, quando Mário Soares se candidatou imponderadamente à presidência do Parlamento Europeu e foi derrotado por Nicole Fontaine. Soares tinha algum prestígio na Europa – e esse passo em falso levou-o a perder um pouco da aura que criara (até pela sua reacção à derrota, dizendo que a mulher que o venceu deveria era estar em casa de avental). 

 Depois foi a recandidatura, também insensata, à Presidência da República Portuguesa, em 2005.   Soares tinha saído de Belém venerado pelos portugueses quase como um Rei – e este novo passo em falso, agravado pelo facto de nem sequer ter conseguido ficar em 2.º lugar, retirou-lhe algo do que ganhara na passagem pela Presidência.  Outra coroa de louros de Soares tinha que ver com o modo como evitara a bancarrota em 1983, quando era primeiro-ministro, impondo (com a ajuda de Ernâni Lopes) uma corajosa política de austeridade.  

 Ora, as violentas críticas que agora faz à austeridade ofuscam de certo modo esse seu feito, lançando legítimas dúvidas sobre a convicção com que agiu naquela época. 

Mas a história não acaba aqui.  A imagem de marca que Soares construiu no período escaldante do pós-25 de Abril foi  a de um político pragmático e moderado, que não embarca em aventuras e não se deixa tentar pelas ilusões revolucionárias, muito em voga nos meios intelectuais daquela época. 

 Ora, a linguagem radical e descabelada que agora utiliza, e a participação em manifestações frentistas de braço dado com o PCP e o Bloco de Esquerda, está a apagar essa imagem moderada. Finalmente, em 1975, quando o PCP dominava a rua e promovia sucessivas manifestações para assustar e condicionar o Governo, Soares insurgiu-se contra o ‘poder popular’, afirmando o primado do voto nas urnas sobre as acções de rua, e bateu-se pela realização de eleições.  Ora, hoje afirma que o actual Governo, saído do voto, é «ilegítimo» – e valoriza sobretudo os desfiles nas ruas e as manifestações anárquicas de descontentamento. 

Pedra atrás de pedra, Mário Soares vai desconstruindo a estátua que ergueu dentro da cabeça de muitos portugueses. Nessa tarefa de destruição sistemática colaboram jornalistas sem grandes escrúpulos que sabem que, quando lhe colocam um microfone à frente, Soares não resiste a falar e diz normalmente uma bojarda qualquer. 

E há directores de jornais que, na ausência de manchete para o dia seguinte, ligam a Soares sabendo que dali sairá qualquer coisa ‘chocante’ que ajudará a disfarçar a falta de notícias. Mas não é decente explorar assim as pessoas. O passado de Soares não merecia estes tratos de polé.

 

AFINAL DE CONTAS...TAMBÉM ME APETECE...ACONSELHAR AO SR. MÁRIO SOARES...QUE SE REFUGIE EM QUALQUER UMA DAS CASAS DE QUE É DONO DEIXANDO OS PORTUGUESES EM PAZ POIS QUE MESMO QUE VENHA AÍ QUALQUER VIOLÊNCIA TODO E QUALQUER DAQUELES SEUS REFÚGIOS TEM FORÇAS POLICIAIS EM PERMANÊNCIA QUE LHE ASSEGURAM VERDADEIRO SOSSEGO...!!!

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publicado às 18:15


SURPRESA?

por O Fiscal, em 19.11.13

OS NOVOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS DE ABRANTES SAÍDOS DAS ELEIÇÕES RESPECTIVAS DE 29 DE SETEMBRO ÚLTIMO JÁ FORAM INVESTIDOS E EM PLENAS FUNÇÕES.

HOUVE CONTUDO UM FACTO CURIOSO OCORRIDO AQUANDO DA POSSE DOS MESMOS:

  http://www.rederegional.com/index.php/economia/6531-alexandre-alves-presente-na-tomada-de-posse-em-abrantes.html

Alexandre Alves presente na tomada de posse PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Notícias | Economia
Escrito por Jerónimo Belo Jorge on Domingo, 20 Outubro 2013 23:39   

 

Alexandre Alves chegou antes do início da cerimónia e sentou-se entre o público

Alexandre Alves, o empresário que prometeu criar cerca de 2.000 postos de trabalho com a construção de uma mega fábrica de painéis fotovoltaicos mas que, até à data, quase nada fez, foi a presença mais notada na tomada de posse dos novos eleitos nos órgãos autárquicos de Abrantes.

O mentor do projeto RPP Solar entrou na Escola Dr. uns minutos antes do início da cerimónia, marcada para as 18h30, e sentou-se entre o público, perante a surpresa total de muitos dos presentes, tendo em conta o longo diferendo que mantém com a autarquia e que terminou com a declaração da caducidade das licenças de construção no passado mês de Agosto.

Alexandre Alves acompanhou toda a cerimónia e, no final dos discursos dos novos empossados e para surpresa de todos, subiu ao palco para felicitar os novos elementos do executivo abrantino.

A Rede Regional soube entretanto que a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, e novos vereadores ficaram intrigados com a presença do empresário, que, segundo conseguimos apurar, nem sequer fazia parte da lista de convidados oficiais para este ato público.

Nos cumprimentos oficiais, não houve qualquer conversa sobre o projeto da fábrica, que o mesmo parece continuar a sustentar que vai avançar.

Só não se sabe é quando e em que moldes.

No final da cerimónia, a Rede Regional abordou o empresário no sentido de o questionar sobre a RPP Solar e a sua presença na tomada de posso, mas Alexandre Alves recusou-se a responder a qualquer pergunta.


  ORA BEM...REFERE-SE AQUI QUE A PRESENÇA NA CERIMÓNIA DO SR. ALEXANDRE ALVES ( O BARÃO VERMELHO ) QUE TÃO LIGADO FICOU A ABRANTES POR CAUSA DA " BADALADA RPP SOLAR " CONSTITUIU NELA UMA " AUTÊNTICA SURPRESA "...MAS POR FAVOR...NÃO SEJAMOS INGÉNUOS ASSIM...SE HAVIA PRESENÇA QUE SE JUSTIFICAVA ERA A DESTE EMPRESÁRIO...ESTARÃO A PENSAR " MAS PORQUÊ?...ENTÃO NÃO É EVIDENTE...AA QUIZ VIR PESSOALMENTE DAR UM GRANDE ABRAÇO A DOIS DOS PRINCIPAIS VITORIOSOS/EMPOSSADOS...O SR. NELSON CARVALHO E A SRª MARIA DO CÉU ALBUQUERQUE...A QUEM ELE DEVE ESSENCIALMENTE A GRATA OFERTA( OU MESMO DÁDIVA) EM NOME DA CMA DE UM TERRENO COM Á VOLTA DE 80 HECTARES(BAPTIZADO DE " CURTIDO ") QUE O MUNICÍPIO HAVIA ADQUIRIDO POR MAIS DE 1 MILHÃO DE EUROS...!!!

 

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publicado às 16:20

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